Últimas Notícias !!!

Loading...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Microeconomia - Excedente do Produtor

...
...
O excedente do produtor é a diferença positiva, apurada entre o valor que o ofertante cobraria pelo seu produto no mercado e aquele que ele realmente recebe pelo mesmo. Ou seja, digamos que o vendedor ambulante ali da esquina, cobre normalmente 5,00 unidades monetárias por cada unidade de guarda-chuva. Digamos, que este seja o preço praticado por este ambulante em dias de sol. Agora suponhamos que em dias de chuva, este mesmo vendedor aumente o preço do guarda-chuva em 2,50 unidades monetárias, passando a cobrar 7,50 ao invés de 5,00 unidades monetárias.

Podemos ser tentados a compreender esta ação como um aumento no preço do produto, mas neste caso trata-se apenas de um excedente do produtor. Pois o aumento não foi definitivo, nem ao menos baseado em algum aumento do custo dos insumos deste produtor, algo que não ocorreu. Neste caso, o aumento foi provisório, determinado apenas por um fenômeno variável que favorece o ofertante. Sim, pois em dias de chuva as pessoas estarão dispostas a pagar mais por um guarda-chuva, afinal ninguém quer voltar molhado para casa e pegar uma gripe por isso. Sabendo disso, o vendedor ambulante, que não é bobo nem nada, trata imediatamente de aumentar o preço do guarda chuva de 5,00 para 7,50 unidades monetárias, obtendo assim um excedente do produtor de 2,50, que neste caso corresponderia a 50% do valor normal deste produto. Este aumento é temporário, e provavelmente irá prevalecer até a chuva passar, quando isso ocorrer, provavelmente o vendedor irá retornar o preço do produto ao seu valor normal, neste caso para 5,00 unidades monetárias, ao menos se desejar continuar com um preço aceitável pelo mercado em condições normais.

Muitos livros de economia irão definir, corretamente, que o excedente do produtor corresponde à diferença entre o valor que o ofertante obtém pelo seu produto no mercado e o custo desse produto ao seu fornecedor. Como bem sabemos, custo e preço possuem definições distintas, enquanto o custo é o valor que o ofertante emprega na concepção de seu produto, o preço é o valor pelo qual esse ofertante comercializa esse produto no mercado. A diferença apurada entre o que o ofertante arrecada no mercado e o custo gerado pela oferta de seu produto no mesmo, é apurada como o resultado da atividade do ofertante, que pode corresponder a lucro, caso positivo, ou prejuízo, caso negativo.

Sim, custo e preço são coisas distintas, mas podem possuir igual valor. É o que ocorre em um mercado competitivo, onde o preço de mercado do produto é igual à receita marginal do mesmo. Ou seja, o valor obtido pelo produto no mercado será equivalente ao valor da variação na receita, obtida pela venda de uma unidade adicional de produto comercializado. Dessa forma podemos concluir que, mantendo estas condições, quanto maior a quantidade vendida deste produto, maior será a receita obtida pelo seu vendedor. Sim, trata-se de uma conclusão óbvia. Mas constantemente somos levados a esquecer dos custos, e acreditar equivocadamente que receita signifique lucro. O qual, como já sabemos, trata-se da diferença positiva obtida da subtração do valor dos custos sobre o valor da receita.

Bom, em um mercado competitivo a receita marginal será igual ao preço, pois nesta realidade a empresas são obrigadas a adotar o preço praticado pelo mercado, visto que qualquer valor abaixo levará a empresa a incorrer em prejuízos não suportáveis a longo prazo, e qualquer valor praticado acima levará a uma queda brutal na receita, pois ninguém em sã consciência irá desejar comprar um dado produto por um preço mais caro, se no mercado ele pode encontrar um grande número de fornecedores deste mesmo produto por um preço mais barato.

Considerando que em um mercado competitivo, as empresas obterão o maior nível de lucro possível, quando conseguirem igualar o custo marginal a receita marginal. Ou seja, quando a variação no custo obtida para produzir uma unidade adicional do produto for equivalente a variação na receita obtida pela venda de uma unidade adicional deste mesmo produto. Neste ponto a empresa terá alcançado a maior diferença possível entre o seu custo total e a sua receita total, neste ponto a empresa portanto irá apurar o seu lucro máximo possível, e a partir deste ponto, caso a empresa decida continuar a produzir, irá aferir custos crescentes e receitas decrescentes, e em decorrência disso um lucro cada vez menor do que aquele que foi apurado no ponto de lucro máximo. Sendo o lucro máximo o objetivo principal da empresa, essa irá buscar alcançar e manter o nível de produção que lhe retorne o lucro máximo, ou seja, o ponto em que o seu custo marginal se iguala a sua receita marginal.

Desta forma, sendo no mercado competitivo o preço igual à receita marginal, e neste mesmo tipo de mercado, as empresas buscam operar no ponto de lucro máximo, onde o custo marginal é igual à receita marginal. Nestas condições, sendo o preço igual à receita marginal, e esta igual ao custo marginal, podemos também dizer que o preço será igual ao custo marginal.

Voltando a compreensão do excedente do produtor, após uma pequena imersão no mundo do mercado competitivo, através do entendimento dos conceitos da microeconomia clássica. Vejamos a resolução de um pequeno exercício, para sedimentar melhor os nossos conhecimentos.
...
(EXERCÍCIOS)
...
1). Vamos lá então, suponha que o custo marginal de uma empresa competitiva para obter um nível de produção q seja expresso pela equação: CMg(q) = 3 + 2q. Se o preço de mercado do produto da empresa for $9, então:

a). Qual será o nível de produção escolhido pela empresa?

A empresa por ser maximizadora de lucros, por buscar sempre a obtenção do maior lucro possível, irá logicamente optar pelo nível de produção no qual irá obter o lucro máximo, ou seja, o ponto onde o custo marginal (CMg) for igual à receita marginal (RMg).

Sendo:

CMg = 3 + 2Q

P = 9

Sabendo que o ponto de maximização do lucro é obtido quando o CMg = RMg.

E ainda que em um mercado de concorrência perfeita RMg = P.

Temos portanto CMg = RMg = P.

O que podemos especificar diretamente como CMg = P.

3 + 2Q = 9

2Q = 9 – 3

2Q = 6

Q = 6 / 2

Q = 3

* Dessa forma o nível de produção escolhido pela empresa será aquele em que ela poderá auferir lucro máximo. Neste caso: Q = 3.


b). Qual é o excedente do produtor para essa empresa?

Sabendo que o excedente do produtor é dado pela diferença entre o valor arrecadado no mercado pela venda de um produto e o valor que normalmente custaria ao seu produtor para ofertá-lo no mercado. Como em um mercado competitivo o valor arrecadado pela venda de um produto será delimitado em seu máximo pelo preço praticado para o mesmo no mercado. E o custo que o produtor teria para fornecer este mesmo produto no mercado, seria dado pela curva de custo marginal do mesmo. Sendo assim toda a área existente entre a linha do preço de mercado e a curva de custo marginal deste produto, irá configurar o seu excedente do produtor. E como esta área normalmente se estabelece pelo formato geométrico de um triângulo, iremos obter o excedente do produtor aplicando os dados do problema, na fórmula que calcula a área de um triângulo, que consiste no valor da sua base multiplicado pelo valor de sua altura, cujo resultado será dividido por dois, como mostrado na resolução seguinte:

Desenhando a Curva de Custo Marginal (CMg):

Sabendo que,o custo marginal (CMg) será dado por:

CMg(Q) = 3 + 2Q

Ponto (A) - Que o preço praticado no mercado para dado produto é de 9 (nove) unidades monetárias:

P = 9

Ponto (B) - Que a quantidade (Q) ofertada sendo 0 (zero), o seu custo marginal (CMg) será igual a 3 (três), pois:

CMg(0) = 3 + 2Q
CMg(0) = 3 + (2*0)
CMg(0) = 3 + 0
CMg(0) = 3

Ponto (C) - Que a quantidade (Q) ofertada sendo 1 (um), o seu custo marginal (CMg) será igual a 5 (cinco), pois:

CMg(1) = 3 + 2Q
CMg(1) = 3 + (2*1)
CMg(1) = 3 + 2
CMg(1) = 5

Ponto (D) - Que a quantidade (Q) ofertada sendo 2 (dois), o seu custo marginal (CMg) será igual a 7 (sete), pois:

CMg(2) = 3 + 2Q
CMg(2) = 3 + (2*2)
CMg(2) = 3 + 4
CMg(2) = 7

Ponto (E) - Que a quantidade (Q) ofertada sendo 3 (três), o seu custo marginal (CMg) será igual a 9 (nove), pois:

CMg(3) = 3 + 2Q
CMg(3) = 3 + (2*3)
CMg(3) = 3 + 6
CMg(3) = 9

* Ao alcançar este ponto à curva de custo marginal (CMg) obtêm um valor que se iguala ao preço praticado no mercado para o produto em questão. Fechando assim a área de um triângulo, estabelecido na área existente entre a linha de preço de mercado do produto e sua linha de custo marginal (CMg). Para descobrir o excedente do produto, basta, neste caso, calcular a área para este triângulo, multiplicando o valor de sua base pela sua altura e dividindo o resultado desta operação por 2 (dois).

Sendo a altura do triângulo dada pela diferença existente entre P e CMg(0), ou seja, Ponto (A) – Ponto (B). Teremos:

Altura = P – CMg(0)
Altura = 9 – 3
Altura = 6

Sendo a base do triângulo dada pela quantidade de produção em que se obtêm o lucro máximo, neste caso Q = 3.

* Observando o gráfico anterior, podemos visualizar perfeitamente que o triângulo que define a área do excedente do produtor, possui base igual a 3 (três) e altura igual a 6 (seis), sendo assim:

ExP = (Base*Altura)/2
ExP = (3*6) / 2
ExP = 18 / 2
ExP = 9

* Dessa forma teremos um excedente do produtor (ExP) de 9 unidades monetárias.

Carlos Magaldi
Graduando em Economia
...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Segunda Chance

...
...
Recentemente assisti a um documentário na TV que falava sobre como algumas Organizações Não Governamentais (ONGs) do Rio de Janeiro estão mudando vidas, ao conseguir empregar ex-detentos e ex-criminosos em diversas empresas. Tais ONGs buscam dar uma segunda chance a estas pessoas, que já pagaram sua dívida com a sociedade e que desejam realmente uma mudança em suas vidas. Homens e mulheres que buscam por um ofício legalizado, e almejam se tornar cidadãos produtivos para a sociedade, e não mas, nocivos a esta.
...
Fico sinceramente feliz pelo sucesso obtido por estas ONGs, que já conseguiram empregar inúmeros ex-criminosos. Assim como fico profundamente feliz, por estas pessoas que conseguiram modificar suas vidas. Mas acho que algo foi esquecido nesta história toda, acho que existe um personagem que não foi mencionado, em momento algum, nem pelas ONGs, nem pelos ex-criminosos e tão pouco pelos responsáveis pelo documentário.
...
Refiro-me aos homens e mulheres que foram assaltados, mortos ou mesmo violentados por estes ex-criminosos. Refiro-me a pessoas que perderam suas vidas deixando viúvos, viúvas e órfãos. Refiro-me a famílias que perderam seus principais provedores. Refiro-me a indivíduos que mesmo tendo passado por duras dificuldades e também sofrido com a falta de oportunidades na vida, optaram pelo caminho do trabalho e da honestidade. Estes homens e mulheres não foram lembrados no documentário, tão pouco seus filhos e filhas, que tiveram de abandonar os estudos prematuramente para ajudar no sustento de suas famílias.
...
Mesmo sendo solidário com programas de reintegração social para ex-criminosos, naquele momento eu não consegui deixar de pensar nas verdadeiras "vítimas", que foram omitidas do documentário. Fiquei pensando se o órfão de um trabalhador assassinado por uma bala-perdida, ou algo do tipo, pode contar com tantas ONGs dispostas a ajudar-lhe na conquista de seu primeiro emprego, ou mesmo no sustento de seu lar.
...
Os ex-criminosos já pagaram seu débito com a sociedade, como insistia em lembrar o documentário que assisti. Mas e as famílias que tiveram seu patrimônio roubado, sua moral e integridade violentada e seus entes queridos assassinados? Quem paga o mal feito a vida destas pessoas, quem esta disposto, também, a lhes dar uma segunda chance?
...
...

Meu nome é Carlos Magaldi, e acho que as verdadeiras vítimas não podem ser esquecidas.
...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Microeconomia - Ponto de Lucro Máximo

...
...
Considerações Principais:
...
a). A Empresa é uma Maximizadora de Lucro,ou seja, visa obter o maior lucro possível em sua atividade, através do investimento de recursos que pode empregar.
...
b). Empresa inicia suas atividades assumindo custos fixos e variáveis.
...
c). No transcorrer de suas atividades o custo fixo inicial com máquinas e equipamentos permanece inalterado, apenas os custos variáveis com mão de obra continuam a evoluir de forma crescente, sendo estes os únicos capazes de influir no aumento da produção.
...
d). Ao longo de suas atividades a empresa tende a gerar receita, que se inicia em 0 (zero) e tende a evoluir em níveis crescentes, maiores do que os apresentados pelo crescimento de seu custo variável. Mantendo-se tal evolução, a receita total obtida pela empresa irá em determinado ponto superar o seu custo total, levando a empresa finalmente a obter lucro em seu resultado.
...
e). Como a receita continua a evoluir em níveis crescentes, cada vez maiores que o custo, o lucro apurado se torna cada vez maior, chegando ao seu ponto máximo, quando sua receita marginal (RMg) se igualar a seu custo marginal (CMg). A partir deste ponto a receita continuará evoluindo, mas a níveis cada vez menores, chegando ao ponto de ser superada pelo custo, levando a empresa a operar novamente em prejuízo.
...
f). Para evitar o alcance de uma realidade onde o custo supere a receita, gerando um quadro de prejuízo para a empresa, o empreendedor deve escolher entre delimitar a capacidade produtiva de sua empresa e o numero de seus empregados ao número necessário para o alcance do ponto de lucro máximo, onde: RMg = CMg, ou investir no aumento de sua capacidade de produção, tanto em máquinas e equipamentos quanto em mão de obra, desde que o mercado se demonstre disposto a consumir maiores quantidades de seu produto.
...
...
Carlos Magaldi
...

Cotas Raciais

...
...
O sistema de cotas raciais consiste na reserva de vagas em universidades públicas para negros e indígenas. O qual se baseia na consciência de em um débito moral, que estado considera possuir em relação a esta parcela do povo brasileiro, que fora ao longo de toda a nossa história vitimada por injustiças, preconceitos e escravidão.
...
Tais fatores prejudicaram geração após geração de negros e índios a obterem igualdade de condições sociais no Brasil, e numa tentativa de compensar este débito histórico o congresso nacional estuda e debate a aprovação do projeto de lei no.: 3.627/2004, que pretende legalizar o sistema de cotas raciais em nível federal. Sistema esse, já adotado legalmente pelo estado do Rio de Janeiro, em sua lei estadual no.: 3.708/2001.
...
Alvo de grande polêmica, o sistema de cotas raciais divide opiniões em todo o país. Alguns acreditam ser esta uma medida necessária para compensar as injustiças históricas e desigualdade social sofridas por negros e indígenas, outros afirmam ser esta uma atitude discriminadora, que busca combater a desigualdade social com um novo mecanismo gerador de desigualdade.
...
Em um país dotado de tamanha miscigenação, fica difícil definir quem é realmente negro ou indígena, mas fácil seria uma distinção econômica ao invés de racial. Além disso, mesmo que o sistema de cotas seja algo justo e necessário, ele jamais poderia ser adotado como solução permanente, pois com o passar do tempo se tornaria um gerador de desigualdade social e não mais um mecanismo de combate a mesma.
...
A igualdade social pretendida com o sistema de cotas raciais somente poderá ser alcançada e mantida através da geração de empregos, bem como, pela ampliação e melhoria do sistema público de ensino fundamental e médio. Criando assim condições reais, para constituição de uma base sólida em níveis econômicos e educacionais, que possibilitem, dentre outras coisas, o acesso a universidade para todos os cidadãos brasileiros, independentemente de sua raça.
...
...
Carlos Magaldi
...

sábado, 26 de dezembro de 2009

Microeconomia – Maximização do Lucro

...


Microeconomia – Quantidade que Maximiza o Lucro:

Sendo o lucro (∏) máximo de uma empresa, apurado no ponto em que a receita marginal (RMg) se iguala ao custo marginal (CMg), e levando em consideração que em um mercado competitivo o preço (P) será igual a receita marginal (RMg). Podemos definir a quantidade (Q) necessária de unidades a serem vendidas de um determinado produto para alcançar o ponto de lucro (∏) máximo.

Suponhamos que o custo total (CT) de produção para um determinado bem, seja dado pela equação: CT = 100 + Q^2, e o preço (P) unitário deste produto seja de 60 unidades monetárias. Neste caso podemos definir a quantidade (Q) que maximiza o lucro (∏) em 30 unidades.

Sabendo que o custo total (CT) é obtido pela soma do custo variável (CV) ao custo fixo (CF), expressa pela fórmula: CT = CF + CV, e conscientes de que no transcorrer das atividades da empresa, apenas o custo variável (CV) irá influenciar no lucro (∏) apurado. Podemos definir que:

* O custo marginal (CMg) é dado pela divisão da variação no custo total (CT) pela variação na quantidade produzida (Q). Mas também pode ser definido pela derivada do custo total (∂CT) dividida pela derivada da quantidade produzida (∂Q).

CMg = ∆CT / ∆Q = ∂CT / ∂Q

* Sendo o custo total (CT) expresso por:

CT = 100 + Q^2

* Sabendo-se, que o no transcorrer das atividades da empresa, o custo total (CT) será igual ao custo variável (CV), devido a não ocorrência do custo fixo, a qual se restringe ao início da atividade produtiva, teremos:

CMg = ∂CV / ∂Q

* Desta forma, o custo marginal (CMg) será dado pela derivada do custo variável (CV) dividida pela derivada da quantidade (∂Q). Considerando que: CT = 100 + Q^2; CF = 100; e CV = Q^2, teremos:

CMg = ∂(Q^2) / ∂(Q)

CMg = (2*(Q^2-1)) / (1*(Q^1-1))

CMg = (2*(Q^1)) / (1*(Q^0))

CMg = (2*(Q)) / (1*(1))

CMg = (2*Q) / (1*1)

CMg = 2Q / 1

* Obtemos um custo marginal (CMg) de:

CMg = 2Q

* Sendo:

RMg = P

P = 60

* Temos:

RMg = 60

* Como o lucro (∏) máximo é obtido quando:

CMg = RMg

* Teremos:

2Q = 60

Q = 60 / 2

* Obtendo:

Q = 30

* Sendo esta, a quantidade (Q) necessária para obtenção do lucro (∏)máximo.

Microeconomia – Nível de Lucro Máximo:

De posse dessa informação, podemos descobrir também o valor do lucro máximo (∏) que a empresa irá obter ao adotar a produção da quantidade que maximiza o lucro (Q) em sua atividade. Pois o lucro (∏) ou prejuízo de uma atividade é dado pela diferença obtida entre suas receitas (RT) e custos totais (CT) apurados.

* Como a receita total (RT) é dada pela multiplicação do preço (P) pela quantidade vendida (Q), teremos neste caso:

RT = P * Q

* Como:

...P = 60

...Q = 30

* Teremos:

...RT = 60 * 30

...RT = 1.800,00

* Uma receita total (RT) apurada de 1.800,00 unidades monetárias.

* Sendo o custo total (CT) dado pela expressão:

CT = 100 + Q^2

* Teremos:

... ∏ = RT - CT

* Ou seja:

... ∏ = 1.800,00 - (100 + Q^2)

* Como:

... Q = 30

* Teremos:

... ∏ = 1.800,00 - (100 + 30^2)

... ∏ = 1.800,00 - (100 + 900)

... ∏ = 1.800,00 - 1000

... ∏ = 800,00

* Um lucro (∏) apurado de 800,00 unidades monetárias, no ponto de lucro máximo (∏) nestas condições.

* Sendo:

...RT = 1.800

...Q = 30

...CV = Q^2 = 30^2 = 900

* Logo:

...RT > CV

...1.800 > 900

* Portanto: Como neste caso a receita total (RT) é maior que o custo variável (CV), vale a pena para o empresário continuar produzindo no curto prazo.

...

Carlos Magaldi.

Graduando em Ciências Econômicas.

CORECON - Universitário No.: 00364.

...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Microeconomia - Receita

...

...
Este post se destina a pontuar de forma simples, objetiva e ordenada as principais formas utilizadas no estudo microeconômico da receita.
...
01). (RT = Q * P) - Receita Total = Quantidade Vendida * Preço;
...
02). (RMe = RT / Q) - Receita Média = Receita Total / Quantidade Vendida;
...
03). (ΔRT = RT1 - RT0) - Variação da Receita Total = Última Receita Total Apurada - Penúltima Receita Total Apurada;
...
04). (ΔQ = Q1 - Q0) - Variação da Quantidade Vendida = Última Quantidade Vendida Apurada - Penúltima Quantidade Vendida Apurada;
...
05). (RMg = ΔRT / ΔQ) - Receita Marginal = Variação da Receita Marginal / Variação da Quantidade Vendida.
...
...

Obs.:
...

- A Receita Marginal (RMg) corresponde ao valor obtido pela venda de uma unidade adicional do produto observado;
...
- Vale a pena lembrar que receita não significa lucro, o qual equivale a diferença positiva da subtração das despesas sobre as receitas. De forma que sendo as despesas menores que as receitas o empresário terá lucro, e sendo as despesas maiores que as receitas o empresário terá prejuízo.

...
...
...
Carlos Magaldi.
Graduando em Ciências Econômicas
CORECON -Universitário 00364

...

Microeconomia - Mercado de Concorrência Perfeita.

...
...
Este post se destina a pontuar de forma simples e direta as principais características de um mercado de concorrência perfeita, dadas pelo estudo da microeconomia.
...
Um mercado de concorrência perfeita é caracterizado por:
...
01). Produto homogêneo - Todos os fornecedores do mercado observado comercializam o mesmo produto, idêntico em sua substância, qualidade e volume. De forma que nenhum fornecedor consegue obter um diferencial no mercado que lhe dê a preferência do consumidor.
...
02). Vasto número de fornecedores do produto - Existem vários fornecedores de um mesmo produto, o que dá ao consumidor um vasto número de possibilidades para compra do mesmo, eliminando assim a dependência de um fornecedor específico.
...
03). Vasto número de consumidores do produto - Existem vários consumidores para o produto observado, o que dá ao fornecedor um vasto número de possibilidades para a venda do mesmo, eliminando assim a dependência de um cliente específico.
...
04). Inexistência de barreiras para entrada ou saída da empresa do mercado - Não existem dificuldades para a entrada de uma nova empresa no mercado, atuando como fornecedora do produto observado, bem como não existem impedimentos para a saída de uma empresa que já atue no mercado, o qual continuará sendo suprido pelo grande número de outras empresas que continuam atuando neste mesmo ramo de atividade.
...
05). Nenhuma empresa ou consumidor possui poder suficiente para influenciar de forma isolada o preço do mercado - Como existe um vasto número de fornecedores e consumidores para o produto observado, não há como um único comprador ou vendedor influenciar o preço de mercado de forma isolada.
...
06). Demanda elástica - A demanda é sensível ao preço de mercado do produto, ou seja, qualquer preço praticado acima do preço de mercado leva a redução total do consumo do referido produto, enquanto todo o preço praticado abaixo do preço de mercado configura uma renúncia de receita por parte da empresa, o que ao longo do tempo pode levar ao prejuízo na atividade, que podem não ser suportáveis no longo prazo, caso permaneçam reincidentes e cumulativos devido ao baixo preço adotado pela empresa.
...
07). As empresas são tomadoras de preços - Sem possuir poder para influenciar o preço do mercado para o seu produto as empresas são obrigadas a adotar o preço praticado no mercado para o mesmo.
...
08). Todos os fornecedores e consumidores possuem total conhecimento dos preços praticados no mercado - Fornecedores e consumidores conhecem os preços praticados no mercado sendo capazes de identificar qualquer pratica de comércio realizada acima ou abaixo desse preço para o produto em questão.
...
Raramente podemos definir um mercado como sendo de concorrência perfeita, visto que os empresários conscientes das vantagens que irão obter frente à concorrência, buscam possuir um diferencial em seus produtos e serviços que lhes permita definir seus preços no mercado e não mais adotarem o preço definido pelo mercado. Apesar disso existem mercados que muito se aproximam de um mercado de concorrência perfeita, como ocorre com os mercados de grãos, legumes e verduras. Perceba que os mercados com maiores possibilidades de se aproximar da concorrência perfeita são, portanto, os de commodities, ou seja, os mercados de produtos base dotados de pouca ou nenhuma industrialização, sendo detentores de maior homogeneidade, como: feijão, milho e tomate.
...
...
Obs.: Apesar de sermos tentados ao pensamento de que os mercados de commodities serão sempre exemplos próximos ao mercado de concorrência perfeita, por se tratar de produtos base dotados de pouca ou nenhuma industrialização e, portanto, próximos a homogeneidade, devemos lembrar que apenas esta não caracteriza um mercado de concorrência perfeita. Vejamos por exemplo o caso do petróleo, que apesar de ser um commodity, exige grande investimento em tecnologia, material, mão de obra e estudos para sua extração, o que configura uma barreira impeditiva para a livre entrada de empresas neste setor, devido ao seu alto nível de investimento, levando este produto a figurar mais no mercado monopolista (Que veremos em outro post) do que no mercado de concorrência perfeita.
...
...
...
Carlos Magaldi.
Graduando em Ciências Econômicas
CORECON - Universitário No.: 00364
...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Microeconomia – Custo

...

Esse post se destina a pontuar de forma simples, direta e ordenada as principais fórmulas utilizadas no campo do estudo microeconômico do custo.

01). (CT = CF + CV) - Custo Total = Custo Fixo + Custo Variável;

02). (CFMe = CF / Q) - Custo Fixo Médio = Custo Fixo / Quantidade Produzida;

03). (CVMe = CV / Q) - Custo Variável Médio = Custo Variável / Quantidade Produzida;

04). (CTMe = CT / Q) - Custo Total Médio = Custo Total / Quantidade Produzida;

05). (∆CT = CT1 – CT0) - Variação do Custo Total = Último Custo Total Apurado – Penúltimo Custo Total Apurado;

06). (∆Q = Q1 – Q0) - Variação da Quantidade Produzida = Última Quantidade de Produção Apurada – Penúltima Quantidade de Produção Apurada;

07). (CMg = ∆CT / ∆Q) - Custo Marginal = Variação do Custo Total / Variação da Quantidade Produzida.


Obs.:

- O Custo Fixo (CF) é o valor empenhado em máquinas e equipamentos destinados a produção do bem;

- O Custo Variável (CV) é o valor empenhado em mão de obra empregada no processo de produção;

- O Custo Variável Médio (CVMe) é o valor médio empenhado em mão de obra empregada na geração de uma única unidade do produto;

- O Custo Total Médio (CTMe) é o valor médio empenhado em mão de obra, máquinas e equipamentos empregados na geração de uma única unidade do produto;

- A Variação do Custo Total (∆CT) é a diferença apurada entre o último custo total de produção apurado e o penúltimo custo de produção apurado, o que permite a verificação da ocorrência de aumento, redução ou permanência no custo total de produção;

- A Variação da Quantidade de Produção (∆Q) é a diferença apurada entre a última quantidade de produção apurada e a penúltima quantidade produção apurada, o que permite a verificação da ocorrência de aumento, redução ou permanência na quantidade produzida;

- O Custo Marginal (CMg) é o valor necessário para se produzir uma unidade adicional do produto;

- É importante lembrar que o Custo é o valor empregado na produção de um bem ou na realização de um serviço, diferindo assim do conceito de Preço, o qual configura o valor que o consumidor paga no mercado pela obtenção desse bem ou serviço.


Carlos Magaldi

Graduando em Ciências Econômicas

CORECON – Universitário No.: 00364

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Hino à Bandeira Nacional

......
Podem me chamar de quadrado, velho e antiquado, mas sim, sou do tempo em que tínhamos de cantar o hino nacional, o hino da bandeira e o hino da escola, formados no pátio do colégio antes de entrarmos para assistir a aula. E diferente do que possam estar pensando eu não estudei em algum colégio militar, essa pratica era comum na maioria dos colégios, fossem eles públicos ou particulares.
...
Hoje poucas escolas ainda mantêm essa prática, hoje poucos brasileiros conhecem nosso hino, nossa história e a importância que estes possuem para nossa definição como povo e como pátria. Portanto, para lembrar um pouco quem somos e também de onde viemos, segue abaixo o Hino à Bandeira Nacional, o qual é lindo demais, capaz de fazer mesmo o mais crítico cidadão sentir orgulho de ser brasileiro, e confesso ser este hino, dentre todos os demais, o meu preferido:
...
Hino à Bandeira Nacional
Composição: Olavo Bilac / Francisco Braga
...
Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.
...
Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
...
Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
...
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
...
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
poderoso e feliz há de ser!
...
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
...
Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!
...
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
...

Apresentado pela 1ª vez em 9/11/1906
...
...
...
Meu nome é Carlos Magaldi e podem me chamar de quadrado, velho e antiquado, mas confesso que prefiro ser chamado de patriota, ao menos eu tento.
...

Monarquia

...
...
A monarquia é uma forma de governo, onde os poderes de estado se encontram reunidos nas mãos de um único governante, neste caso o monarca, de forma vitalícia e hereditária. Apesar de ser esta sua principal característica, a monarquia pode se apresentar configurada de várias formas distintas, são elas:
...
a). Monarquia Absoluta - É aquela em que todo o poder se concentra nas mãos do monarca, sem outras restrições a não ser pelas leis fundamentais da nação.
...
b). Constitucional Representativa - É aquela em que o poder soberano está dividido entre o monarca e os representantes da nação, sendo o seu exercício regulado por uma constituição.
...
c). Eletiva - É aquela em que o soberano é eleito.
...
d). Hereditária - É aquela em que, quando morto o soberano, o poder se transmite aos parentes deste, segundo as leis da sucessão.
...
e). Mista ou Temperada - É aquela em que a autoridade do monarca é limitada pela autoridade de outro ou de outros poderes.
...
f). Parlamentar - É uma monarquia constitucional, em que impera o regime parlamentar.
...
g). Pura - É aquela em que não há nenhum poder representativo.
...
h). Universal - É a que estenderia a todo o Universo a sua autoridade.
...
Com o passar dos tempos a monarquia foi reduzida a uma forma de governo adotada por poucos países, nos quais o monarca se tornou uma figura de pouco poder e influência, adotando uma função meramente protocolar, representativa e diplomática.
...
...

Fontes:
...

- Livro: Almanaque Abril 2009.
...
- Site 01 (UOL Michaelis): http://michaelis.uol.com.br/
...
- Site 02 (Wikipédia): http://pt.wikipedia.org/wiki/Monarquia
...
...
...
Carlos Magaldi.
...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Consciência e Conhecimento de Estado.

...
...
De acordo com o professor universitário da cadeira de Direito da Universidade de Indiana (USA), o americano RALPH FUCHS (1899 x 1985), e o também professor universitário da cadeira de Direito da Universidade de Utah (USA), o alemão EDGAR BODENHEIMER (1908 x 1991). O profissional do Direito deveria ser mais do que um manipulador do processo técnico, formalista e limitado a fins imediatos. Este deveria estender e ampliar seu conhecimento sobre as instituições e os problemas da sociedade contemporânea, buscando uma melhor compreensão de suas responsabilidades junto a estes, bem como, do conhecimento necessário para o provimento das soluções requeridas pelos mesmos.
...
Dentro deste raciocínio FUCHS e BODENHEIMER ressaltaram três pontos a serem observados, sendo estes:
...
a). É necessário o conhecimento das instituições, pois quem vive numa sociedade sem consciência de como ela está organizada e do papel que nela representa não é mais do que um autômato, sem inteligência e sem vontade;
...
b). É necessário saber de que forma e através de que métodos os problemas sociais deverão ser conhecidos e as soluções elaboradas, para que não se incorra no gravíssimo erro de pretender o transplante, puro e simples, de fórmulas importadas, ou a aplicação simplista de idéias consagradas, sem a necessária adequação às exigências e possibilidades da realidade social;
...
c). Esse estudo não se enquadra no âmbito das matérias estritamente jurídicas, pois trata de muitos aspectos que irão influir na própria elaboração do direito.
...
Como foi ressaltado por BODENHEIMER o escopo desse problema não se limita a responsabilidade do profissional do Direito, sendo extensível também a outras áreas do conhecimento que atuam como agentes executores e mesmo influenciadores na elaboração de normas jurídicas do estado. Dessa forma, podemos entender claramente que a observação desses três pontos, colocados de forma esplêndida por RALPH FUCHS e EDGAR BODENHEIMER, deveria ser realizada também e principalmente por nossos governantes.
...
...
* Curiosidades:
...
- EDGAR BODENHEIMER emigrou da Alemanha para os Estados Unidos em 1933 para fugir do regime nazista;
...
- EDGAR BODENHEIMER participou nos serviços jurídicos do Tribunal de Nuremberg em 1945.
...
...
Fontes:
...
- Livro: Elementos de Teoria Geral do Estado (Dalmo de Abreu Dalari).
...
- Site 01 (Wikipédia):
...
- Site 02 (Indiana University):
...
...
Carlos Magaldi.
...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A oposição deveria ser mais inteligente.

...
...
Apesar de também abordar assuntos políticos neste blog, procuro mantê-lo neutro no que diz respeito a partidarismo político, ou posições de situação ou oposição ao governo vigente, pois acho que em se tratando de política, cada um possui suas convicções e estas devem ser respeitadas. Mas algo tem me incomodado ultimamente no quadro político de nosso país, a burrice adotada pela oposição ao atual Presidente do Brasil, o Excelentíssimo Sr. Luiz Inácio Lula da Silva.
...
Não, eu não sou petista, nem ao menos um entusiasta ou simpatizante do atual governo, ou mesmo de nosso presidente, tão pouco um ferrenho crítico e opositor do mesmo, não se trata de defender o presidente ou o governo, trata-se de constatar a incompetência de seus opositores, que tem se refletido no insucesso quase patético de seus ataques. Fazer oposição é importante sim, mas para que a oposição alcance resultados ela deve ser inteligente.
...
Será que não percebem que ao definir publicamente o presidente como analfabeto, burro ou ignorante devido ao seu baixo nível de escolaridade, estão mandando um recado ao povo de que uma pessoa sem escolaridade não pode liderar um país? Será que esqueceram que boa parte desse povo, ou mesmo sua maioria é composta por pessoas nas mesmas condições, é que foi essa identificação que os levou a eleger e reeleger o atual presidente? Será que esqueceram que ao atacar programas como o Bolsa Família, dizendo que os mesmos são puramente populistas e eleitoreiros, mesmo que realmente o sejam, estão atacando um programa que ajuda a colocar alguma comida na mesa das pessoas mais necessitadas de nosso país, e que estas pessoas votam?
...
Se a oposição não mudar o seu discurso e continuar batendo nesses falsos pontos fracos do presidente e do atual governo, continuarão a acumular insucessos, continuarão a amargar a derrota nas urnas. Pois a cada vez que o presidente for chamado de ignorante, analfabeto ou coisas do gênero se tornará ainda mais forte politicamente, pois a grande maioria da população que amarga as mesmas condições educacionais irá se compadecer de seu presidente, e demonstrar tal compadecimento em forma de apoio político, apoio que será reforçado também pelas pessoas que recebem ajuda de projetos assistências como o Bolsa Família, quando estes forem criticados pela oposição.
...
A oposição parece se esquecer de que o ponto fraco deste governo é o de gerar crescimento sem desenvolvimento, em destinar a maior parte de sua assistência para o consumo das famílias e não prover as mesmas educação, trabalho, saúde, moradia e segurança de qualidade, ninguém fala que o atual governo não dá ao cidadão mais humilde condições para sair da miséria, mas apenas para nela permanecer. O povo esta sendo privado da visão e da consciência de que foi tolhido de sua evolução pessoal, e de sua própria independência, sendo mantido nas condições mínimas de subsistência. O povo merece mais, o povo pode mais e seguirá aqueles que lhe mostrarem isso, pois como diz a música "Comida" do grupo de Rock brasileiro "Titãs": "A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte...".
...
Acredito portanto, que a oposição deve entender que o presidente, o posto do líder, nunca foi e talvez nunca venha a ser dado ao melhor dos homens, mas sim aos mais inspiradores dentre estes, e que para se obter algum sucesso nas urnas nestas próximas eleições, ela deve mudar o seu discurso. Pois o atual só demonstra que burra esta sendo a oposição.
...
...
...

Meu nome é Carlos Magaldi, e mesmo que eu não concorde com o presidente, sempre irei procurar respeitar a presidência.

sábado, 7 de novembro de 2009

Liberalismo x Neoliberalismo

...
Introdução
...

Ao longo do tempo os pensamentos econômicos, políticos e sociais da humanidade evoluíram, direcionando os seus governos, mercados e povos, separados em nações por todo o mundo. Dentre as correntes ideológicas que determinaram os rumos da nossa história, o liberalismo é certamente merecedor de destaque, pois causou o rompimento da sociedade com o governo absolutista, estabeleceu o estado de direito e o livre mercado, além de promover importantes revoluções em todo o mundo, que levaram ao surgimento e fortalecimento de países, constituições e conceitos, presentes em nosso mundo até os dias de hoje.

...

Mesmo em suas falhas ou nas crises que provocou o liberalismo contribuiu enormemente para o desenvolvimento social dos povos, provocando linhas de pensamento radicalmente opositoras como o socialismo ou complementares e redentoras como o neoliberalismo, que mesmo sendo visto com maus olhos pelos liberais mais radicais, nunca representou uma fuga completa dos ideais pregadas pelo liberalismo, apenas defendeu a importância da intervenção do estado como agente regulador do mercado, provedor de serviços assistenciais e defensor dos direitos civis.

...

O liberalismo surgiu no século XVIII, em uma Europa dominada por governos absolutistas, ganhando forma nas obras e pensamentos de filósofos como John Locke e Jean-Jacques Rousseau. Enquanto o neoliberalismo nasceu no século XX, em uma América destruída pela crise econômica, pelas mãos de governantes e economistas como o presidente americano Franklin Roosevelt e o economista John Maynard Keynes.

...





Conhecer o conceito e a história dessas duas vertentes ideológicas torna mais claro e compreensível o mundo em que vivemos hoje, pois seja na definição do nosso sistema de governo, nas leis de nossa constituição, no funcionamento de nossa economia ou mesmo nas distinções das classes existentes em nossa sociedade poderemos ver os efeitos gerados por essas correntes de pensamento, que ainda determinam fortemente os rumos de nossa história....

...

...

Liberalismo...

O absolutismo é o sistema de governo em que a autoridade do governante é investida de poderes ilimitados e absolutos, permitindo ao mesmo intervir livremente em assuntos econômicos e sociais de sua nação, o que provocou na Europa do século XVIII, onde tal sistema era amplamente utilizado, o início de um movimento ideológico chamado liberalismo....

O liberalismo é originariamente um movimento burguês, que nasceu do descontentamento dessa classe com a nobreza e o clero, que juntos detinham o poder estatal e religioso sobre a nação e geravam barreiras que impediam a ascensão da burguesia ao poder, bem como intervenções que prejudicavam o desenvolvimento de suas atividades econômicas e aumento de sua capacidade de capitalização, além disso, o cidadão comum não possuía garantia de direitos, pois tudo funcionava de acordo com a vontade do governante. Dessa forma, a burguesia que era constituída basicamente por famílias que acumularam riquezas através de suas atividades comerciais, era uma classe que possuía dinheiro mas não o poder....

Pregando dentre outras idéias a adoção do estado mínimo, do livre comércio e do estado de direito o liberalismo ganhou força entre intelectuais, burgueses e cidadãos comuns de toda Europa e do mundo, o qual nessa época em boa parte era composto por colônias européias, culminando em momentos marcantes da história da humanidade, como a Revolução Francesa (1789-1799) que combateu a autoridade do clero e da nobreza na França redefinindo os rumos políticos daquele país, inspirada nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, colocados por Jean-Jacques Rousseau, bem como, a Revolução Americana (1776-1783) que lutou pela independência dos Estados Unidos da América em relação ao reino da Grã-Bretanha, e foi profundamente influenciada pela obra de John Locke, cujos ideais liberais serviram de base para a constituição daquele país....



..

Dentre as principais idéias defendidas pelo liberalismo estavam:...

  • Individualismo Consiste na valorização da liberdade pessoal, a autonomia, a privacidade e o respeito pelos outros indivíduos e opondo-se à tradição, à autoridade e a todas as formas de controle sobre o indivíduo, especialmente quando exercidas pelo estado;...
  • Estado de Direito – Consiste na concepção de um estado pautado em leis, e não simplesmente na vontade de seus governantes, onde tanto o cidadão comum, como o próprio governo tem seus direitos e deveres garantidos e delimitados por um conjunto de normas jurídicas;...
  • Propriedade Privada – Consiste no direito do produtor sobre aquilo que produz e seus meios de produção;...
  • Divisão de Poderes – Consiste na divisão da autoridade do estado em três esferas administrativas, independentes e harmônicas entre si, sendo estas definidas nos poderes: executivo, legislativo e judiciário;...
  • Livre Mercado – Consiste na não intervenção do estado no mercado econômico, permitindo que os interesses de oferta e procura, e não mais o governo, determinem aquilo que se deve produzir, o quanto se deve produzir ou mesmo o preço que se deva praticar;...
  • Direitos Humanos – Consiste no conjunto de direitos fundamentais assegurados por lei a cada indivíduo, como: o direito à vida, à dignidade humana, à liberdade física, de religião, de credo e de expressão;...
  • Igualdade de Direitos – Consiste na garantia de não discriminação e direitos iguais a cada cidadão;...
  • Estado Laico – Consiste no governo livre de influência religiosa.....

O liberalismo mudou a forma de funcionamento do mundo, questionando a autoridade da igreja, repassando o poder da nobreza ao povo, garantindo direitos ao cidadão e criando regimes democráticos e constituições que se fortaleceriam ao longo do tempo e ditaram os novos rumos da humanidade. Levando inicialmente o mundo a um marcante desenvolvimento econômico que criou as condições necessárias para a Revolução Industrial, que modificou o processo produtivo com a inserção de novas tecnologias e métodos que o potencializaram enormemente, e a valorização do indivíduo com a garantia de seus direitos cidadãos, o liberalismo ao longo do tempo levou a exploração da mão-de-obra assalariada por parte de seus empregadores, um quadro inevitável em um sistema capitalista onde o interesse econômico foi colocado acima dos demais e o estado continuava a seguir o preceito liberal de não intromissão na economia e conseqüentemente a de não intromissão social, não podendo, portanto, corrigir as injustiças sociais que se ploriferavam no estado liberal, onde a burguesia de libertadora, passou a adotar um regime de quase escravidão em suas atividades produtivas..



...

A revolução industrial gerou inúmeros postos de trabalho nas indústrias estabelecidas em áreas urbanas, o que ocasionou o êxodo rural, levando grande parte da população rural a migrar para as grandes cidades em busca de oportunidades de emprego e melhores salários. Ao longo do tempo a oferta de mão-de-obra excedeu o número de vagas disponível, garantindo aos empresários contratarem operários por salários cada vez menores. Tamanha exploração da classe operária dentre outros fatores levou a eclosão da defesa dos ideais socialistas, que pregavam a apropriação e administração dos meios de produção, bem como, a distribuição da riqueza por estes gerados a cargo do estado, indo claramente em sentido contrário ao liberalismo e ao capitalismo, dos quais o socialismo não era apenas um simples opositor, mas um crítico intenso e poderoso, tendo sua maior expressão intelectual na obra do economista alemão Karl Marx (1818-1883) denominada “O Capital”....


...

Neoliberalismo..

Com a crise de 1929, o sistema econômico liberal defendido em 1776 na obra “Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações”, do filósofo escocês Adam Smith (1723-1790), foi contestado, visto que não conseguia se reequilibrar de forma independente. Levando o economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946), em sua obra “A Teoria Geral do Emprego, Juros e Dinheiro”, a defender a volta da intervenção do estado na economia, não como proprietário definitivo dos meios de produção, mas como agente regulador do mercado, política esta adotada pelo governo norte americano do então presidente Franklin Roosevelt como meio de solução para grande depressão da década de 30, através de um programa de intervenção social e econômica denominado New Deal(Novo Acordo), que obteve sucesso contra a crise aplicando dentre outras medidas:...

  • O controle sobre bancos e instituições financeiras;...
  • A construção de obras de infra-estrutura para a geração de empregos e aumento do mercado consumidor;...
  • A concessão de subsídios e crédito agrícola a pequenos produtores familiares;...
  • A criação da previdência social;...
  • A estipulação de um salário mínimo a ser pago ao trabalhador;...
  • A garantia de direitos aos idosos, desempregados e inválidos;...
  • O combate da corrupção no governo;...
  • E o incentivo à criação de sindicatos, dedicados a defesa dos interesses dos trabalhadores junto aos seus empregadores....

Era o início do Neoliberalismo, que mantinha inúmeras características do liberalismo, mas adotava medidas intervencionistas do estado na economia e na sociedade, com o objetivo de defender e regular o bom funcionamento destas áreas, garantindo assim a continuidade do desenvolvimento, da ordem e do progresso da nação, política esta seguida por inúmeras outras nações até os dias de hoje....

Com o advento da segunda guerra mundial o estado neoliberal passa a ampliar sua esfera de ação social, a qual se torna ainda maior com o fim da guerra, que trouxe inúmeras novas necessidades, como a de reconstruir nações e regular as relações entre as mesmas, para as quais, nesta época, foram criadas inúmeras entidades internacionais, como: Organização das Nações Unidas (ONU), Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) dentre outros, levando a consideração da importância de um estado forte e intervencionista em um mundo sujeito a crises e guerras. O estado já não se limitava mais ao papel que lhe fora atribuído pelo liberalismo, o qual se restringia ao provimento da segurança e a administração da justiça, agora adotando uma política neoliberal o estado se torna um agente ativo na economia: provendo serviços de amparo social, financiando, subsidiando, fabricando e comercializando, ajudando a movimentar a economia do país....

Os governos das nações neoliberais evoluíram, acumulando em seu funcionamento inúmeras atividades que ao longo do tempo se tornaram pesadas na sua administração, levando estes a devolver inúmeras destas ao mercado privado através dos processos de concessões e privatizações, os quais não tiram do estado o poder de fiscalizar se o funcionamento destas atividades esta de acordo com as expectativas da sociedade e a obediência à lei, sob pena de perda de direitos sobre a exploração da atividade que lhe foi delegada, ou demais penalidades previstas em lei, direcionada em defesa do consumidor comum e do bom funcionamento da sociedade. As privatizações mostram que, diferentemente do socialismo, o neoliberalismo não se apropria, pelo menos não em definitivo, dos meios de produção....



...

Conclusão

...

Mesmo nos tempos atuais ainda existe muita discussão sobre o a intervenção do governo na economia e na sociedade, e conseqüentemente sobre as políticas liberais e neoliberais adotadas pelas nações, gerando questionamentos sobre qual delas seria a mais correta, se possuem pontos de vista opositores ou complementares, se estariam corretas ou equivocadas.

...

Acaso o tempo seja de fato o senhor da verdade, podemos então acreditar no que a história tem nos mostrado até os dias de hoje, história que mostrou de forma clara que o liberalismo de fato gerou grande desenvolvimento econômico e estabeleceu inúmeros fundamentos sociais, democráticos e econômicos que influenciam governos de várias nações até os dias de hoje, mas a história nos mostrou também, que sem a intervenção do governo, advogada pelo neoliberalismo, não há como garantir a justiça social ou mesmo defender o mercado das crises econômicas internas e externas. Crises como a ainda recente quebra no sistema financeiro norte americano, que provocou reflexos negativos nas economias de nações por todo o mundo, que só não foram piores ou mais duradouras, devido à rápida adoção de medidas defendidas pela teoria neoliberal keynesiana, que prega a forte intervenção econômica do governo como solução para tal tipo de situação.

...

Talvez não exista um sistema de governo perfeito, talvez não exista um sistema econômico sem falhas, talvez sempre existam diferenças entre classes sociais, talvez sempre existam exploradores e explorados, mas com certeza, cada ideologia apresenta pontos fortes e fracos a serem considerados, deixando a história o encargo de nos ensinar através dos erros e acertos cometidos por nossos antepassados, assim como, nossos erros e acertos hoje servirão de ensinamento para os nossos descendentes. Em se tratando de liberalismo e neoliberalismo, pode não haver uma resposta definitiva sobre qual dessas ideologias devemos seguir integralmente ou com maior devoção, mas com certeza sua importância e contribuição para a evolução da humanidade é um ponto que jamais poderá ser questionado....

...

...

Meu nome é Carlos Magaldi e acredito que o passado explica o presente, assim como o presente explicará o futuro !!!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Criticar por criticar, não é uma atitude inteligente!!!


O exercício da crítica é fundamental para uma melhor análise sobre idéias, atos, fatos e posturas que nos cercam, pois é através do confronto com um ponto de vista opositor que uma idéia pode realmente se definir como correta, incorreta ou eventual. Mas para que uma crítica cumpra com este papel de forma construtiva ela deve estar baseada em idéias e argumentos que não estejam presos totalmente a passionalidade de seus autores, pois neste caso haveria um grande risco de incorrer em uma crítica ignorante, a qual possui como intuito a mera oposição, não possuindo argumentos racionais suficientes para contestar a idéia, a qual se limita a atacar de forma puramente passional.
...
Talvez a crítica irracional seja uma das posturas mais fáceis a se adotar frente às idéias das quais discordamos, mas do que discordamos realmente? Das idéias ou dos seus defensores? Afinal muitas vezes discordamos não das idéias, mas sim das pessoas, e na maioria do tempo julgamos as pessoas não pelo que elas realmente são, mas por aquilo que julgamos ser. Dessa forma somos levados constantemente a criticar idéias que aceitaríamos perfeitamente se acaso viessem de outra pessoa.
...
Portanto a crítica deve ser dotada de menor paixão e de maior razão, para que cumpra o seu papel de oposição de forma inteligente, baseando-se em um contexto coletivo e não restrito. É necessário vencer nossas paixões para ver que nem tudo que provém de nossos desafetos é ruim, tão pouco o que se origina de nossos aliados estará sempre correto.
...
Se devemos adotar um lado, vestir uma camisa, levantar uma bandeira ou tomar algum partido... que o façamos, que defendamos suas idéias com entusiasmo, paixão e energia. Mas que apoiemos a nossa defesa na razão e não nos deixemos levar pela crença de que as nossas convicções sejam uma verdade única e passível de aceitação por todos, afinal são as diferenças que nos definem como indivíduos e que nos fazem evoluir como sociedade.
...
...

Meu nome é Carlos Magaldi e é nisto em que eu acredito!!!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Brasil no Conselho de Segurança da ONU? Não, eu não quero não!!!

...
...
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:


II - prevalência dos direitos humanos;

III - autodeterminação dos povos;

IV - não-intervenção;

V - igualdade entre os Estados;

VI - defesa da paz;

VII - solução pacífica dos conflitos;

VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;

IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

X - concessão de asilo político.
...
Trecho da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
...
Obter uma vaga no Conselho de Segurança da ONU (CS-ONU) tem sido um dos principais objetivos da política externa do atual governo de nosso país. Mas que motivo um país teria em desejar tal posto? Afinal o CS-ONU esta mais para uma "dor de cabeça" do que uma vantagem para seus integrantes.
...
Atualmente composto por: Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China o CS-ONU é um órgão das Nações Unidas com responsabilidades sobre a segurança mundial, tendo o poder de autorizar uma intervenção militar em qualquer país que seja necessário. Sendo todos os conflitos e crises políticas do mundo tratadas por tal conselho, o qual decide pela instauração de intervenções militares ou missões de paz.
...
O Brasil já possui tropas militares participando de missões de paz da ONU como ocorre no Haiti, mas se tornar um integrante do CS-ONU nos leva a ter de adotar posições diplomáticas mais duras sobre inúmeros conflitos e outras situações de crise mundial. Levando-nos a uma posição que vai na contramão de nossa história diplomática e até mesmo de nossa constituição que zela pela não intervenção internacional e solução pacífica dos conflitos.
...
Fazer parte do CS-ONU demanda não apenas o julgamento dos conflitos de todo o mundo, mas também uma participação mais efetiva nestes, e tal participação demanda custos para o transporte e suprimento de tropas. Mesmo concordando que o Brasil deva ser solidário com as vítimas de crises internacionais, acredito que ainda existem inúmeras necessidades a serem supridas dentro de nosso próprio país, para as quais não vemos a mesma vontade política, que esta sendo aplicada na conquista de uma vaga no CS-ONU.
...
Se acaso existam motivos que realmente justifiquem o alcance de tal objetivo eu sinceramente os desconheço, pois não foram passados, de forma devida, a população brasileira. Por fim, cabe lembrar que atos de interferência militar em outros países, mesmo que sob a bandeira da ONU, por vezes levam a revoltas e retaliações contra seus interventores, espero que nossos líderes tenham realmente considerado o outro lado desta moeda, espero que não tenhamos abandonado o rumo da solução pacífica de conflitos, espero que não adotemos a intervenção militar como nova política externa, e espero ainda que não estejamos indo em busca do nosso próprio 11 de setembro.
...
...
Meu nome é Carlos Magaldi e eu sou adepto da solução pacífica de conflitos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pré-sal

...
Responsabilidade, essa é a palavra que deveria nortear as discussões do governo sobre a exploração do petróleo no pré-sal.

Responsabilidade em manter a geração e fomento de matrizes energéticas comprometidas com a preservação do meio ambiente.

Responsabilidade em destinar os recursos obtidos com o petróleo a programas governamentais realmente eficientes e comprometidos com o desenvolvimento nacional. Os quais tenham como objetivo a preservação do meio-ambiente, a qualidade de vida de seus cidadãos e principalmente com a geração de matrizes energéticas renováveis, limpas e seguras.

É necessário também ter a consciência que o petróleo é um recurso finito, e que a receita obtida de sua exploração deve ser empregada em fontes geradoras de riquezas futuras, e não há melhor investimento neste sentido do que a aplicação no desenvolvimento das entidades científicas e educacionais de nosso país.

Para iniciar a exploração da riqueza existente no pré-sal ainda existe muito investimento e trabalho a ser feito, muito tempo ainda será despendido até o início da extração deste petróleo, mas a postura que nossa nação irá adotar frente essa nova riqueza deve ser pensada e discutida desde o presente momento.


Carlos E. M. Magaldi

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Protesto Contra a Tirania no Irã !!!

...


...
Para aqueles que já conhecem este blog, devem com certeza ter notado a mudança na cor da barra de título de preto (a cor padrão) para verde, a cor adotada pelo povo iraniano, que protesta veementemente contra a re-eleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, a qual é no mínimo suspeita, frente à tamanha velocidade em sua apuração, concluída apenas duas horas após o fechamento das urnas, sendo lá realizado o sistema de voto manual, e não eletrônico como é feito no Brasil, que mesmo dispondo de tal tecnologia jamais conseguiu atingir tal marca na velocidade de suas apurações. A "eficiente" apuração iraniana constatou vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad, mesmo em regiões onde Mir-Hussein Mousavi, seu principal adversário pelo posto de presidente, era o franco favorito, além disso, a diferença no percentual de aprovação dos candidatos permaneceu praticamente inalterada durante a contagem de todas as urnas abertas, fato que pode ser considerado por qualquer estatístico como sendo, no mínimo, um raro fenômeno. Todas as urnas, todas elas dando uma vitória um pouco superior a 60% de aprovação ao presidente Mahmoud Ahmadinejad, praticamente o dobro de Mir-Hussein Mousavi, que conquistou um pouco mais de 30% de aprovação, tendo sido durante toda a campanha o líder nas pesquisas de intenção de voto.

O protesto do povo iraniano contra o resultado das eleições tem sido cruelmente tratado pelo governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que através da violência aumenta a cada dia o número de mortos e feridos no Irã, buscando esconder sua tirania por meio do bloqueio a imprensa internacional e também as bloqueio da comunicação via internet, a qual foi cortada na tentativa de esconder do mundo a barbárie que lá ocorre. Poucas são as informações obtidas através de vídeos feitos por celulares com câmeras e blogs feitos em servidores com acesso ainda não bloqueado pelo governo iraniano.

Estamos frente a um regime tirano, que oprime o seu próprio povo, além de se colocar como uma ameaça internacional com sua produção de mísseis de longo alcance, capazes de atingir alvos em outros países, e seu crescente avanço em tecnologia nuclear, a qual poderia tornar seus armamentos ainda muito mais poderosos. Diante estas evidências, tentar manter a diplomacia é inútil, agir e falar de forma a reduzir a triste magnitude alcançada pelos fatos tiranos que estão ocorrendo no Irã é no mínimo desconhecer os fatos, ou se acovardar perante eles. Portanto é necessário que os líderes e povos de todo o mundo tomem um partido diante desta causa, o qual eu espero, sinceramente, ser a favor do povo iraniano, que sofre nas mãos de seu governo tirano.

Algumas das poucas mensagens que conseguiram sair do Irã, rompendo o seu terrível bloqueio de informações, pedem que o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, use uma gravata verde (cor adotada pelo povo iraniano que se opõe ao regime ditatorial do presidente Mahmoud Ahmadinejad) em sinal de apoio a sua causa, alguns jogadores da seleção iraniana de futebol, que utilizaram um bracelete verde em seu último jogo internacional, apoiando esta causa, foram banidos pelo seu próprio governo, que chegou a anular seus passaportes. Mesmo de forma modesta, porém nada tímida, este blog marca sua adesão a causa do povo iraniano, contra o governo tirânico do presidente Mahmoud Ahmadinejad, adotando temporariamente a cor verde em sua barra de título, e dizendo “não” a tirania e opressão de um povo, independente de sua nacionalidade.

...

Meu nome é Carlos Magaldi e eu protesto contra a tirania no Irã !!!

domingo, 24 de maio de 2009

Povo e População

...
...
A princípio, pode nos ser comum, confundir o significado dessas palavras, julgá-las sinônimos, possuidoras de um mesmo conceito. No entanto, é exatamente em sua diferenciação que podemos perceber sua profundidade conceitual, a qual nos revela que povo e população não são exatamente a mesma coisa.

Para compreender melhor tal colocação, vejamos uma síntese de seus significados:

Povo: É um conjunto de indivíduos possuidores de uma identidade comum, seja esta de ordem religiosa, nacional, étnica ou cultural.

População: É um conjunto de indivíduos que habitam uma determinada região geográfica, como uma cidade, estado, país ou território e/ou que se enquadrem em uma determinada condição comum.

Percebemos então, que enquanto a definição de povo exige a existência de uma identidade entre seus indivíduos, estes habitando ou não uma determinada região geográfica em comum, a definição de população se caracteriza simplesmente pela coexistência em um local comum. Exemplificando: Sendo eu um brasileiro, nascido e registrado no Brasil com tal nacionalidade, pertenço portanto ao conjunto do povo brasileiro e por habitar dentro das delimitações geográficas do meu país, sou parte integrante também da população brasileira. No entanto, caso eu viaje para os EUA – Estados Unidos da América, por exemplo, para realizar um curso de alguns meses, o que me force a domiciliar naquele país por tal período, eu passaria a compor a população Norte Americana, ao menos durante o tempo que lá permanecesse, porém o fato de estar morando nos EUA não mudaria o fato de pertencer ao povo brasileiro. Da mesma forma, um americano de férias no Brasil passa a pertencer à população Brasileira naquele período, porém não deixa de pertencer ao povo americano, mesmo estando fora de seu país.

Talvez o exemplo que melhor personifique isto no mundo seja o povo judeu, adeptos de uma mesma religião, cultura e etnia, os judeus durante anos viviam espalhados pelo mundo sem possuir uma nação própria, eram um povo sem país, somente após o holocausto os judeus conquistaram o direito a ter um território seu, o atualmente conhecido estado judeu de Israel, o qual se tornou palco de conflitos entre judeus e palestinos, os quais também são um povo sem nação que luta pelo seu reconhecimento frente às entidades internacionais e o seu direito a um território próprio, neste caso a Palestina a qual ficaria situada parcialmente na mesma região onde hoje se encontra o estado de Israel.

Conflitos à parte, os judeus podem ser considerados um bom exemplo para definição de povo, pois independente do local do mundo que habitem, conservam sua identidade como judeus, mantendo viva a prática de sua cultura, calendário, costumes e fé.

Quanto ao termo população, este é melhor empregado quando utilizado para definir um conjunto de indivíduos habitantes de uma determinada região, ou mesmo que se enquadrem a uma mesma condição. Quando falamos dos homossexuais, dos portadores do HIV - Human Immunodeficiency Syndrome (Síndrome da Imunodeficiência Humana), dos analfabetos, dos desempregados e de tantas outros conjuntos compostos por indivíduos que se enquadrem em uma mesma situação, ai também falamos de uma população, pois o “elo” de ligação desses indivíduos, apesar de não necessariamente ser a coexistência em uma determinada região, também não configura uma identidade nacional, religiosa, étnica ou cultural, resumindo-se a uma condição comum de seus membros.

Chegando neste ponto, eu como brasileiro, obtive como conclusão um questionamento: O simples fato de ter nascido e residir no Brasil faz de mim um membro do povo e da população brasileira, mas até que ponto um membro deste povo pode se considerar possuidor de tal identidade, ao passo que esquece sua história, abandona sua cultura e despreza sua nacionalidade, até que ponto podemos nos considerar realmente um povo? Em que ponto nos tornaremos uma mera população? 

Se tal questionamento pode parecer absurdo, cabe lembrar as tribos indígenas que existiam no Brasil antes de sua colonização, e de como estas, hoje, perderam sua identidade cultural. Seriam elas ainda um povo? ou uma mera população? Afinal, a identidade que define um povo, vai muito além de uma mera caderneta de registro geral.


Meu nome é Carlos Magaldi, integrante do povo brasileiro, e você, a que povo pertence ?

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Medidas de Análise Financeira

...


INDICADORES OPERACIONAIS, ECONÔMICOS E FINANCEIROS PARA ANÁLISE DE EMPRESAS E PROJETOS. ...
A avaliação econômica de empresas e projetos é uma atividade de grande complexidade. Seu sucesso está ligado ao desafio de conquistar informações, organizar e empreender pesquisas e projeções. A qualidade dos dados contábeis também são fundamentais nessa atividade. Abaixo são apresentados alguns dos principais indicadores financeiros:


INDICADORES DE SITUAÇÃO FINANCEIRA E PATRIMONIAL

ÍNDICE DE ESTRUTURA PATRIMONIAL

1. Capital de Terceiros/Capital Próprio = (Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo) / Patrimônio Líquido

2. Composição do Endividamento = Passivo Circulante / (Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo)

3. Endividamento Geral = (Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo) / Ativo Total

4. Imobilização do Capital Próprio = Ativo Permanente / Patrimônio Líquido

5. Imobilização dos Recursos Permanentes = Ativo Permanente / (Exigível a Longo Prazo + Patrimônio Líquido)


ÍNDICES DE SOLVÊNCIA

1. Liquidez Geral = (Ativo Circulante + Realizável a L.P.) / (Passivo Circulante + Exigível a L.P.)

2. Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante

3. Liquidez Seca = (Ativo Circulante - Estoques - Despesas do Exerc. Seguinte) / Passivo Circulante


ÍNDICE DE COBERTURA

1. Cobertura dos Encargos Financeiros = (Lucro Oper. + Rec. Financ. + Outs Receitas) / Despesas Financeiras


INDICADORES DE GESTÃO DE RECURSOS

ÍNDICE DE ROTAÇÃO DOS RECURSOS

1. Giro dos Estoques Totais = Custo das Vendas / Saldo Médio dos Estoques

2. Giro das Duplicatas a Receber = (Receita Operac. Bruta - Devol. Abat.) / Sld. Médio das Duplicatas a Rec.

3. Giro do Ativo Circulante = Receita Operacional Líquida / Sld. Médio do Ativo Circulante

4. Giro do Ativo Fixo = Receita Operacional Líquida / Sld. Médio do Imobilizado

5. Giro do Ativo Operacional = Receita Operacional Líquida / Sld. Médio do Ativo Total


ÍNDICES DE PRAZOS MÉDIOS

1. Prazo Médio de Estocagem = Saldo Médio dos Estoques / (Custos das Vendas / 360 dias)

2. Prazo Médio de Cobrança = Sld. Médio de Duplicatas / [(Receita Oper. Bruta - Devol. e Abatim.) / 360 dias)]

3. Prazo Médio de pagamento dos fornecedores = Saldo Médio de Fornecedores / (Compras Brutas / 360 dias)


INDICADORES DE RENTABILIDADE

MARGENS DE LUCRATIVIDADE DAS VENDAS

1. Margem Bruta = Lucro Bruto / Receita Operacional Líquida

2. Margem Operacional = Lucro Operacional / Receita Operacional Líquida

3. Margem Líquida = Lucro Líquido / Receita Operacional Líquida

4. Mark-up Global = Lucro Bruto / Custo das Vendas


TAXAS DE RETORNO

1. Retorno sobre Ativo Operacional = Lucro Operacional / Saldo Médio do Ativo Operacional

2. Retorno sobre Investimento Total = Lucro Líquido / Saldo Médio do Ativo Total

3. Retorno sobre o Capital Próprio = Lucro Líquido / Saldo Médio Ajustado do Patrimônio Líquido


INDICADORES DE AVALIAÇÃO DAS AÇÕES

1. Valor Patrimonial da Ação ($) = Patrimônio Líquido / Nº de Ações Emitidas

2. Lucro por Ação (LPA) ($) = Lucro Líquido / Nº de Ações Emitidas

3. Dividendo por Ação ($) = Dividendos Propostos / Nº de Ações Emitidas

4. Cobertura dos Dividendos Preferenciais (Nº de vezes) = Lucro Líquido / Total dos Dividendos Preferenciais

5. Preço / Lucro (Nº de vezes) = Cotação da Ação / Lucro por Ação

6. Pay-Out - Taxa de distribuição dos lucros (%) = Dividendo por Ação / Lucro por Ação

7. Cash Yield - Taxa de recuperação do investimento (%) = Dividendo por Ação / Cotação da Ação


ANÁLISE VERTICAL X ANÁLISE HORIZONTAL

Os Percentuais da análise vertical medem participações:

1. Dos elementos patrimoniais no ativo e no passivo (ou de cada conta em relação ao total do seu grupo operacional);

2. Dos custos, despesas e outros elementos do resultado em relação à receita operacional líquida; e

3. Dos elementos que modificam o capital circulante líquido (CCL).



Fonte: Wikipédia

Carlos Magaldi
"Um cara comum, assim como você !!!"

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Você Conhece o seu País???

...



Pode parecer ridículo, mas muitos brasileiros desconhecem ou acreditam ser desnecessário conhecer seu próprio país, não me refiro ao turismo, mas sim ao dever cívico que cada indivíduo possui de conhecer a sua nação. Como hoje em dia só se fala em direitos, sobre o que o país pode fazer por nós, parecemos esquecer dos deveres, naquilo que podemos fazer pelo nosso país. Com o passar dos anos, muitos brasileiros, aprenderam a ver o governo como um inimigo do povo, e o povo como vítima do sistema, se limitando a fazer aquilo que é mais fácil: reclamar.

Esquecemos que a maior parte das mudanças significativas de cada país vem de seu povo e não de seu governo, esquecemos de que todo poder emana do povo, e a este deve beneficiar, por meio de representantes por ele eleitos.

Aos poucos esquecemos os nomes de nossos estados, quando não, ignoramos suas existências, aos poucos esquecemos e por vezes não fazemos cumprir as nossas próprias leis, aos poucos deixamos de participar dos assuntos públicos de nosso país, aos poucos nos esquecemos que nós também somos parte ativa dele. Quanto tempo levará para rasgarmos as páginas de nossa constituição e esquecermos das cores de nossa bandeira? Quanto tempo levará para apagar da memória nossa história e o nome dos homens e mulheres que tanto se sacrificaram no passado para garantir a nossa liberdade e democracia de hoje? O que faremos com nossas bibliotecas e museus? Queimaremos todo o seu acervo, para dar lugar a danceterias, casas de show, hotéis de luxo, complexos residenciais e shopping centers? A que ponto chegaremos?

Quando dizemos que somos um país sem memória, deveríamos dizer que somos pessoas sem memória, alienadas, talvez assim a coisa se tornasse mais pessoal, talvez assim buscássemos com maior afinco a mudança. No entanto, é mais fácil, mais cômodo colocar a culpa no país, colocar a culpa no governo, colocar a culpa em um terceiro qualquer e se fazer de vítima, de pobre coitado e de injustiçado.

Alguns livros de geografia nos Estados Unidos da América, já se referem à Amazônia como uma área internacional, não pertencente única e exclusivamente ao Brasil, não demora muito a concordarmos com tais livros, visto que aos poucos esquecemos de nossa pátria, de nossos estados, de nossas riquezas e de nossa nação.

Quem pode mudar alguma coisa somos nós, quem deve dar o exemplo somos nós, já passou da hora de esperarmos um país melhor de nossos governantes, chegou o tempo de nos tornarmos cidadãos melhores para o nosso país. Como? Vamos começar pelo básico, vamos começar conhecendo melhor a nossa nação e passando a respeitá-la um pouco mais, somos mais do que um time de futebol, somos mais do que o carnaval, somos um país de diversas etnias e culturas, somos um país chamado Brasil e merecemos respeito, a começar pelo nosso.

Bandeira Nacional



Mapa do Brasil


Lista de Estados por Região

Centro - Oeste:

1. Goiás (GO);
2. Mato Grosso (MT);
3. Mato Grosso do Sul (MS),
4. Distrito Federal (DF).

Norte:

1. Amazonas (AM);
2. Acre (AC);
3. Rondônia (RO);
4. Roraima (RR);
5. Amapá (AP);
6. Tocantins (TO);
7. Para (PA).


Nordeste:

1. Maranhão (MA);
2. Piaui (PI);
3. Ceara (CE);
4. Rio Grande do Norte (RN);
5. Paraiba (PB);
6. Pernambuco (PE);
7. Sergipe (SE);
8. Alagoas (AL);
9. Bahia (BA).


Sudeste:

1. São Paulo (SP);
2. Minas Gerais (MG);
3. Rio de Janeiro (RJ);
4. Espírito Santo (ES).


Sul:

1. Parana (PR);
2. Santa Catarina (SC);
3. Rio Grande do Sul (RS).

Total de Estados: 26 Estados e 1 Distrito Federal



Hino Nacional do Brasil

I
OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS
DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS,
BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.

SE O PENHOR
DESSA IGUALDADE
CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE,
EM TEU SEIO, Ó LIBERDADE,

DESAFIA O NOSSO PEITO A PRÓPRIA MORTE!
Ó PÁTRIA AMADA,IDOLATRADA,SALVE! SALVE!

BRASIL, UM SONHO INTENSO, UM RAIO VÍVIDO
DE AMOR E DE ESPERANÇA À TERRA DESCE,
SE EM TEU FORMOSO CÉU, RISONHO E LÍMPIDO,
A IMAGEM DO CRUZEIRO RESPLANDECE.

GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA,
ÉS BELO, ÉS FORTE, IMPÁVIDO COLOSSO,
E O TEU FUTURO ESPELHA ESSA GRANDEZA.
TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,ÉS TU,BRASIL,Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,BRASIL!

II
DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO,
AO SOM DO MAR E À LUZ DO CÉU PROFUNDO,
FULGURAS, Ó BRASIL, FLORÃO DA AMÉRICA,
ILUMINADO AO SOL DO NOVO MUNDO!
DO QUE A TERRA MAIS GARRIDA,
TEUS RISONHOS, LINDOS CAMPOS TÊM MAIS FLORES;
"NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA,"
"NOSSA VIDA" NO TEU SEIO "MAIS AMORES".

Ó PÁTRIA AMADA,IDOLATRADA,SALVE! SALVE!.
BRASIL, DE AMOR ETERNO SEJA SÍMBOLO
O LÁBARO QUE OSTENTAS ESTRELADO,
E DIGA O VERDE-LOURO DESSA FLÂMULA-
PAZ NO FUTURO E GLÓRIA NO PASSADO.
MAS, SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE,
VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA,
NEM TEME, QUEM TE ADORA, A PRÓPRIA MORTE.
TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,ÉS TU, BRASIL,Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,BRASIL!

Escrita por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de setembro de 1971, através da lei nº 5700.

Carlos Magaldi
"Um brasileiro comum, assim como você !!!"

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Martin Luther King Jr.

...

Martin Luther King, Jr. (15 de janeiro de 1929, Atlanta, Geórgia – 4 de abril de 1968, Memphis, Tennessee) - Foi um pastor e ativista político estadunidense. Membro da Igreja Batista, tornou-se um dos mais importantes líderes do ativismo pelos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) nos Estados Unidos e no mundo, através de uma campanha de não-violência e de amor para com o próximo. Se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz em 1964, pouco antes de seu assassinato. Seu discurso mais famoso e lembrado é "Eu Tenho Um Sonho".

Martin Luther King era odiado por muitos segregacionistas do sul, o que culminou em seu assassinato no dia 4 de abril de 1968.

Em 1986 foi estabelecido um feriado nacional nos EUA para homenagear Martin Luther King, o chamado Dia de Martin Luther King - sempre na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário de King. Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi cumprido em todos os estados do país.


Tradução do Discurso: “Eu tenho um sonho”, de Martin Luther King Jr.

Eu tenho um sonho

"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.

Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação.

Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça.

Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.

Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.

Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material.

Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra.

Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade.

Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação.

Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.

Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.

Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade.

Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento.

Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade.

Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo.

Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.

Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física.

Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?".

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial.

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades.

Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar.

Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos.

Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial.

Vocês são os veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor.

Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada.

Não se deixe cair no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã.

Eu ainda tenho um sonho.

É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.

Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos.

Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança.

Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade.

Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre.

Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado."Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.

E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.

Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.

Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.

Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.Mas não é só isso.

Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.

Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.

Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade. E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."


Martin Luther King Jr.



Fonte: Wikipédia - A Enciclopédia Virtual ( http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal )

Carlos Magaldi
"Um cara comum, assim como você !!!"

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Alfabeto Fonético

...

De forma resumida, podemos definir o alfabeto fonético internacional como o conjunto de representações fonéticas que define cada letra do alfabeto. Possibilitando assim a soletração das palavras, e o melhor entendimento dessas, principalmente em telecomunicações estabelecidas exclusivamente sobre áudio.

Dessa maneira, o alfabeto fonético internacional é amplamente utilizado em comunicações via rádio, como as utilizadas pelos radioamadores, militares e pilotos dentre outros profissionais. Com certeza você já assistiu a algum filme de guerra, onde os soldados aparecem utilizando esses códigos quando se comunicam via rádio.

Satisfazendo a curiosidade de muitos, segue a listagem do alfabeto fonético internacional:


AFI - ALFABETO FONÉTICO INTERNACIONAL


A = Alfa

B = Bravo

C = Charlie

D = Delta

E = Eco

F = Foxtrote

G = Golf

H = Hotel

I = Índia

J = Juliete

K = Kilometro ( Kilo )

L = Lima

M = Mike

N = November

O = Oscar

P = Papa

Q = Quebec

R = Romeo

S = Sierra

T = Tango

U = Uniforme

V = Victor

X = X-Ray ( Xadrez no Brasil )

Y = Yankee

W = Whisky

Z = Zulu


Carlos Magaldi
"Um cara comum, assim como você !!!"

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

SiONU - Conselho de Segurança Histórico de 1948 !!!

...
SiONU - Conselho de Segurança Histórico de 1948

A crise na Palestina e a questão da Caxemira !!!

A SiONU - Simulação da Organização das Nações Unidas, é um evento que reproduz o ambiente de debates entre as nações da ONU, em relação a questões de interesse global. Simulação esta, realizada por universitários de diversas faculdades. Nela os participantes devem obedecer as mesmas regras e formalidades de debate, utilizados pela ONU, bem como, levar em consideração a história, costumes, política, economia e interesses do país que irão defender.

Nesta 7ª Edição, em Novembro de 2008, tive a oportunidade e a honra de participar como Delegado da China, no Conselho de Segurança Histórico de 1948, que discutiria a crise na Palestina e a questão da Caxemira, como se estivéssemos nos primeiros dias de Junho de 1948, poucas semanas depois de Israel se Proclamar uma nação, ato que levou a mesma a ser invadida um dia após pela Coalisão Árabe, a qual, não reconhecia a soberania do recem criado estado Judeu em território Palestino, no entanto, o estado Judaico resiste ao ataque e avança além dos limites da fronteira determinada pela ONU, gerando grande tensão naquela região ( Tal assunto se encontra melhor detalhado neste blog no texto: Palestinos x Israelitas !!! Entenda a origem desse conflito !!! )

Quanto a Caxemira, trata-se de uma região ao norte da Índia, disputada por ela e pelo Paquistão. Nosso conselho de segurança discutiu esses dois assuntos ao longo de quatro dias, sob a luz dos fatos, acontecimentos e conhecimentos de 1948. Sem dúvida foi uma aula sobre relações diplomáticas internacionais, cada delegação participante demonstrou ter conhecimento dos assuntos abordados, talento discursivo e energia necessários para o debate.
Ao ver jovens tão talentosos, capazes de abdicar de atividades comuns a um grande feriado, para participar de um evento sobre política, história, conflitos, economia e diplomacia, é possível resgatar um pouco da fé em um futuro com homens e mulheres comprometidos, conscientes e preparados para atuar e contribuir na evolução política de seu país e por que não do mundo.
Parabéns a todas as delegações participantes e a administração do evento, foi um prazer e uma honra conhecê-los e participar desse evento com todos vocês.


SiONU 2008 - CSH 1948
Delegações Participantes













Turma da SiONU - CSH 1948 ( Sétima Edição / Ano: 2008 )
" Caras comuns, assim como você !!! "

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

"O sucesso é construído à noite !!! Durante o dia você faz o que todos fazem !!!"

...

OBS.: Como já mencionei em outras postagens, não me atrevo a ser o único autor dos textos aqui publicados, trago para enriquecer esse humilde blog, textos idéias e opniões que conquistaram a minha admiração e concordância. abaixo segue um belo texto de Roberto Shinyashiki, o qual eu não poderia deixar de postar.


Texto: "O sucesso é construído à noite !!! Durante o dia você faz o que todos fazem !!!"

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo. Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo. 

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. 

Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. 

A realização de um sonho depende de dedicação. 

Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. 

Mas toda mágica é ilusão. A ilusão não tira ninguém de onde está. Ilusão é combustível de perdedores. 
 
"Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa."


Roberto Shinyashiki 
       


Carlos E. M. Magaldi

"Um cara comum, assim como você !!!"

 

Entenda a crise dos E.U.A. - Como ela afeta o mundo a nossa volta !!!

...


01. Como os juros americanos estiveram muito baixos em 2002 e 2004, os bancos já não tinham para quem emprestar e começaram a fazê-lo para clientes de risco (Estes denominados como SUB-PRIME), com juros pós-fixados. Quando a taxa começou a subir em 2006, as pessoas começaram a não pagar seus empréstimos desencadeando um efeito cascata na economia;

02. Sem receber os pagamentos, os bancos começaram a ter prejuízos de caixa, apresentados em seus balanços;

03. A cada novo balanço trimestral divulgado pelas instituições financeiras, suas ações despencavam ainda mais, arrastando consigo boa parte da bolsa de valores;

04. Como os bancos costumam fazer seguros de seus empréstimos e não conseguiram receber os valores destes, acionaram as seguradoras, que teriam que arcar com o prejuízo;

05. Como os americanos costumam usar o dinheiro de hipotecas (refinanciando seus imóveis) para comprar e consumir outros bens, este consumo foi prejudicado pela crise no setor imobiliário, que reduziu o dinheiro disponível nas mãos do consumidor, causando a redução do consumo nos E.U.A.. Levando a conseqüente queda nas vendas, na produção e no emprego. Causando a recessão;

06. Desde os primeiros sinais de que a economia estava desacelerando, o FED - Federal Reserve of E.U.A. vinha reduzindo a taxa de juros, o que incentivaria o consumo. A queda da taxa de juros faz com que os investidores procurassem outras aplicações, acentuando a desvalorização do dólar, que vinha acontecendo lentamente;

07. Em tempos de crise, é comum que os investidores busquem investimentos mais seguros e conservadores como: ouro e petróleo. Prova disso, são os recordes sucessivos nesses mercados;

08. Com a queda contínua do dólar , o exportador brasileiro pode perder competitividade. Para estimular as exportações e conter o “derretimento” do dólar no país, o governo brasileiro lançou um pacote de medidas;

09. Até agora, a crise não havia atingido de forma significante a bolsa de valores no Brasil, que estava resistindo bem, graças às ações da Vale do Rio Doce e Petrobras, além dos fundamentos econômicos brasileiros, os quais permaneciam sólidos. Mas ainda é provável que a crise continue a atingir países em todo o globo de forma ainda mais severa, dentre eles o Brasil.

Fonte: Jornal O Globo !!!

Carlos Magaldi

“Um cara comum assim como você !!!”


domingo, 9 de novembro de 2008

Certo ou Errado ???


 

Vivemos em um mundo de regras, a maioria delas feitas por pessoas que desconhecem a nossa história, ignoram nossos pensamentos e desconsideram nossas virtudes e aspirações pessoais, feitas e constituídas apenas sobre a definição mediana do ser-humano e das sociedades que este constitui. Regras são necessárias, vitais para o estabelecimento de um padrão que norteie todo o processo evolutivo de nossa sociedade, sem elas não teríamos como dar prosseguimento à propagação e ao desenvolvimento do conhecimento humano.

 

Mas e quanto àquilo que nos foge a regra ??? E quanto àquilo que vai de contra as nossas convicções ??? E quanto àquilo que contesta a certeza de nossos atos ???

 

Geralmente idéias, pensamentos e ações contrárias ao convencionalismo de nosso sistema, não costumam ser bem aceitas, pois elas representam uma ameaça para toda a constituição e funcionamento da sociedade conforme nós a conhecemos. Ao longo do tempo inúmeros homens, idéias, ações, pensamentos e textos foram literalmente queimados, silenciados e esquecidos. Rotulados como subversivos, preteridos como inapropriados ou simplesmente rejeitados por estarem errados.


O grande antagonismo nisso tudo é saber que a primícia do genialismo nasce da originalidade, que a originalidade brota da diferença e que a diferença nos define como indivíduos. Obras subversivas, ridículas, incorretas ou mesmo inapropriadas, por vezes, são aceitas como geniais alguns anos após a morte de seus autores.

 

Se Leonardo da Vinci não tivesse pintado a Monalisa em 1503/1507 dC, e esta belíssima obra fosse concebida nos dias de hoje por uma criança pobre em meio a uma favela será que teria atualmente o mesmo valor ???

 

O que torna uma obra correta ??? O que define o certo e o errado ??? Seria a obra em sí ou o nome, notoriedade e status de seu criador ???


As regras devem ser obedecidas, mas se por vezes não forem quebradas, estaremos condenando a evolução humana a ficar estagnada aquilo que já conhecemos. Ou no mínimo garantindo que o poder de direcionar o caminho da humanidade continue a ser escrito por aqueles que sempre souberam que as regras não se aplicam a todos. A história da humanidade foi escrita por aqueles, que por vezes, quebraram as regras e assistida por aqueles que sempre as obedeceram.

 

 

Carlos Magaldi

“Um cara diferente da maioria, que acredita em suas próprias convicções !!!”

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

EUA - Onde os Sonhos se Tornam Reais !!!



O título e conteúdo desse texto, podem parecer para muitos algo “lúdico”, “inocente” ou até mesmo partidário. A velha e batida frase publicitária da terra do Tio San, que conquistou pessoas e gerou imigrantes vindos de todas as partes do mundo para a tão sonhada América, hoje se tornou um pouco mais concreta com a eleição de Barak Obama para o cargo de Presidente dos Estados Unidos da América, sim o país mais importante e influente do mundo, por mais que relutemos em admitir. Em meio a uma crise de proporções mundiais, Obama pode não ser a solução, mas com certeza, traz um sopro de esperança, a renovação da fé em um mundo diferente e por que não melhor.

Pessoalmente não acredito que diferenças raciais tornem um indivíduo melhor ou mais capaz que outro, porém isso não tira a importância histórica desse dia, quando um negro assume o cargo mais poderoso do mundo. Para aqueles que ainda não entendem o motivo disso, basta observar a história e verá que a poucas décadas atrás considerar esse fato, seria algo tão absurdo quanto dizer hoje que no futuro teríamos um cão como presidente de uma nação, sim, infelizmente os negros eram vistos como inferiores e merecedores de menos direitos do que os brancos, isso a poucas décadas atrás.

Portanto a eleição de Barak Obama a presidência dos EUA ratifica a máxima de que tudo é possível, que a forma como as pessoas pensam pode mudar, e em decorrência disso, mudar o mundo a nossa volta.

Contrariando as convicções daqueles que ainda pensam que uma eleição nos Estados Unidos não interfere em nossas vidas aqui no Brasil, deixo aqui o meu registro: Parabéns ao Sr. Presidente dos EUA e toda a sua equipe, todos esperamos um mundo melhor e acreditamos no empenho de sua atuação nesse processo de mudança.




Discurso de Vitória do Presidente Eleito dos EUA em 05/11/2008 – Mr. President : Barack Obama.



"Olá, Chicago! Se alguém aí ainda dúvida de que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores continua vivo em nossos tempos, que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta.

É a resposta dada pelas filas que se estenderam ao redor de escolas e igrejas em um número como esta nação jamais viu, pelas pessoas que esperaram três ou quatro horas, muitas delas pela primeira vez em suas vidas, porque achavam que desta vez tinha que ser diferente e que suas vozes poderiam fazer esta diferença.

É a resposta pronunciada por jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, indígenas, homossexuais, heterossexuais, incapacitados ou não-incapacitados.

Americanos que transmitiram ao mundo a mensagem de que nunca fomos simplesmente um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e Estados azuis.

Somos, e sempre seremos, os EUA da América. É a resposta que conduziu aqueles que durante tanto tempo foram aconselhados por tantos a serem céticos, temerosos e duvidosos sobre o que podemos conseguir para colocar as mãos no arco da História e torcê-lo mais uma vez em direção à esperança de um dia melhor.

Demorou um tempo para chegar, mas esta noite, pelo que fizemos nesta data, nestas eleições, neste momento decisivo, a mudança chegou aos EUA. Esta noite, recebi um telefonema extraordinariamente cortês do senador McCain.

O senador McCain lutou longa e duramente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e duramente pelo país que ama. Agüentou sacrifícios pelos EUA que sequer podemos imaginar. Todos nos beneficiamos do serviço prestado por este líder valente e abnegado.

Parabenizo a ele e à governadora Palin por tudo o que conseguiram e desejo colaborar com eles para renovar a promessa desta nação durante os próximos meses.

Quero agradecer a meu parceiro nesta viagem, um homem que fez campanha com o coração e que foi o porta-voz de homens e mulheres com os quais cresceu nas ruas de Scranton e com os quais viajava de trem de volta para sua casa em Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.

E não estaria aqui esta noite sem o apoio incansável de minha melhor amiga durante os últimos 16 anos, a rocha de nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama da nação, Michelle Obama.

Sasha e Malia amo vocês duas mais do que podem imaginar. E vocês ganharam o novo cachorrinho que está indo conosco para a Casa Branca.

Apesar de não estar mais conosco, sei que minha avó está nos vendo, junto com a família que fez de mim o que sou. Sinto falta deles esta noite. Sei que minha dívida com eles é incalculável.

A minha irmã Maya, minha irmã Auma, meus outros irmãos e irmãs, muitíssimo obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a todos vocês. E a meu diretor de campanha, David Plouffe, o herói não reconhecido desta campanha, que construiu a melhor campanha política, creio eu, da história dos EUA da América.

A meu estrategista chefe, David Axelrod, que foi um parceiro meu a cada passo do caminho. À melhor equipe de campanha formada na história da política.

Vocês tornaram isto realidade e estou eternamente grato pelo que sacrificaram para conseguir. Mas, sobretudo, não esquecerei a quem realmente pertence esta vitória. Ela pertence a vocês. Ela pertence a vocês.

Nunca pareci o candidato com mais chances. Não começamos com muito dinheiro nem com muitos apoios. Nossa campanha não foi idealizada nos corredores de Washington. Começou nos quintais de Des Moines e nas salas de Concord e nas varandas de Charleston.

Foi construída pelos trabalhadores e trabalhadoras que recorreram às parcas economias que tinham para doar US$ 5, ou US$ 10 ou US$ 20 à causa.

Ganhou força dos jovens que negaram o mito da apatia de sua geração, que deixaram para trás suas casas e seus familiares por empregos que os trouxeram pouco dinheiro e menos sono.

Ganhou força das pessoas não tão jovens que enfrentaram o frio gelado e o ardente calor para bater nas portas de desconhecidos, e dos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários e organizaram e demonstraram que, mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra.

Esta é a vitória de vocês. Além disso, sei que não fizeram isto só para vencerem as eleições. Sei que não fizeram por mim.

Fizeram porque entenderam a magnitude da tarefa que há pela frente. Enquanto comemoramos esta noite, sabemos que os desafios que nos trará o dia de amanhã são os maiores de nossas vidas - duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira em um século.

Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos valentes que acordam nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para dar a vida por nós.

Há mães e pais que passarão noites em claro depois que as crianças dormirem e se perguntarão como pagarão a hipoteca ou as faturas médicas ou como economizarão o suficiente para a educação universitária de seus filhos.

Há novas fontes de energia para serem aproveitadas, novos postos de trabalho para serem criados, novas escolas para serem construídas e ameaças para serem enfrentadas, alianças para serem reparadas.

O caminho pela frente será longo. A subida será íngreme. Pode ser que não consigamos em um ano nem em um mandato. No entanto, EUA, nunca estive tão esperançoso como estou esta noite de que chegaremos.

Prometo a vocês que nós, como povo, conseguiremos. Haverá percalços e passos em falso. Muitos não estarão de acordo com cada decisão ou política minha quando assumir a presidência. E sabemos que o Governo não pode resolver todos os problemas.

Mas, sempre serei sincero com vocês sobre os desafios que nos afrontam. Ouvirei a vocês, principalmente quando discordarmos. E, sobretudo, pedirei a vocês que participem do trabalho de reconstruir esta nação, da única forma como foi feita nos EUA durante 221 anos, bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada sobre mão calejada. O que começou há 21 meses em pleno inverno não pode acabar nesta noite de outono.

Esta vitória em si não é a mudança que buscamos. É só a oportunidade para que façamos esta mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a como era antes. Não pode acontecer sem vocês, sem um novo espírito de sacrifício.

Portanto façamos um pedido a um novo espírito do patriotismo, de responsabilidade, em que cada um se ajuda e trabalha mais e se preocupa não só com si próprio, mas um com o outro.

Lembremos que, se esta crise financeira nos ensinou algo, é que não pode haver uma Wall Street (setor financeiro) próspera enquanto a Main Street (comércio ambulante) sofre.

Neste país, avançamos ou fracassamos como uma só nação, como um só povo. Resistamos à tentação de recair no partidarismo, na mesquinharia e na imaturidade que intoxicaram nossa vida política há tanto tempo.

Lembremos que foi um homem deste estado que levou pela primeira vez a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre os valores da auto-suficiência e da liberdade do indivíduo e da união nacional.

Estes são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata conquistou uma grande vitória esta noite, fazemos com certa humildade e a determinação para curar as divisões que impediram nosso progresso.

Como disse Lincoln a uma nação muito mais dividida que a nossa, não somos inimigos, mas amigos. Embora as paixões os tenham colocado sob tensão, não devem romper nossos laços de afeto.

E àqueles americanos cujo apoio eu ainda devo conquistar, pode ser que eu não tenha conquistado seu voto hoje, mas ouço suas vozes. Preciso de sua ajuda e também serei seu presidente.

E a todos aqueles que nos vêem esta noite além de nossas fronteiras, em Parlamentos e palácios, a aqueles que se reúnem ao redor dos rádios nos cantos esquecidos do mundo, nossas histórias são diferentes, mas nosso destino é comum e começa um novo amanhecer de liderança americana.

A aqueles que pretendem destruir o mundo: vamos vencê-los. A aqueles que buscam a paz e a segurança: apoiamo-nos.

E a aqueles que se perguntam se o farol dos EUA ainda ilumina tão fortemente: esta noite demonstramos mais uma vez que a força autêntica de nossa nação vem não do poderio de nossas armas nem da magnitude de nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e firme esperança.

Lá está a verdadeira genialidade dos EUA: que o país pode mudar. Nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já conseguimos nos dá esperança sobre o que podemos e temos que conseguir amanhã.

Estas eleições contaram com muitos inícios e muitas histórias que serão contadas durante séculos. Mas uma que tenho em mente esta noite é a de uma mulher que votou em Atlanta.

Ela se parece muito com outros que fizeram fila para fazer com que sua voz seja ouvida nestas eleições, exceto por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos. Nasceu apenas uma geração depois da escravidão, em uma era em que não havia automóveis nas estradas nem aviões nos céus, quando alguém como ela não podia votar por dois motivos - por ser mulher e pela cor de sua pele.

Esta noite penso em tudo o que ela viu durante seu século nos EUA - a desolação e a esperança, a luta e o progresso, às vezes em que nos disseram que não podíamos e as pessoas que se esforçaram para continuar em frente com esta crença americana: Podemos.

Em uma época em que as vozes das mulheres foram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela sobreviveu para vê-las serem erguidas, expressarem-se e estenderem a mão para votar. Podemos.

Quando havia desespero e uma depressão ao longo do país, ela viu como uma nação conquistou o próprio medo com uma nova proposta, novos empregos e um novo sentido de propósitos comuns. Podemos.

Quando as bombas caíram sobre nosso porto e a tirania ameaçou ao mundo, ela estava ali para testemunhar como uma geração respondeu com grandeza e a democracia foi salva. Podemos.
Ela estava lá pelos ônibus de Montgomery, pelas mangueiras de irrigação em Birmingham, por uma ponte em Selma e por um pregador de Atlanta que disse a um povo: "Superaremos". Podemos.

O homem chegou à lua, um muro caiu em Berlim e um mundo se interligou através de nossa ciência e imaginação. E este ano, nestas eleições, ela tocou uma tela com o dedo e votou, porque após 106 anos nos EUA, durante os melhores e piores tempos, ela sabe como os EUA podem mudar. Podemos.

EUA avançamos muito. Vimos muito. Mas há muito mais por fazer. Portanto, esta noite vamos nos perguntar se nossos filhos viverão para ver o próximo século, se minhas filhas terão tanta sorte para viver tanto tempo quanto Ann Nixon Cooper, que mudança virá? Que progresso faremos?
Esta é nossa oportunidade de responder a esta chamada. Este é o nosso momento. Esta é nossa vez.


Para dar emprego a nosso povo e abrir as portas da oportunidade para nossas crianças, para restaurar a prosperidade e fomentar a causa da paz, para recuperar o sonho americano e reafirmar esta verdade fundamental, que, de muitos, somos um, que enquanto respirarmos, temos esperança.

E quando nos encontrarmos com o ceticismo e as dúvidas, e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com esta crença eterna que resume o espírito de um povo: Podemos.
Obrigado. Que Deus os abençoe. E que Deus abençoe os EUA da América".

Carlos Magaldi
"Um cara comum, que acredita em mudanças, talvez como você !!!"

domingo, 2 de novembro de 2008

Economistas - Quem são ? E o que fazem ?


Economista - "Pessoa que se ocupa de questões econômicas e sociais"

Fonte: Dicionário Michaelis


O que é ser economista ?

Economistas são profissionais que tem como objetivo estudar e pesquisar as formas de distribuição eficiente dos recursos de uma sociedade - terra, trabalho, matéria-prima - e de produção de bens e serviços. Além de levantamentos e análises de dados para acompanhar os acontecimentos do país e do mundo, fazem previsões baseadas em modelos estatísticos das conseqüências econômicas de mudanças de política, população, clima. Muitas vezes especializam-se em determinada área da economia, como trabalho, política monetária, história econômica ou ciclos econômicos. Nas diversas áreas, lidam com uma infinidade de informações associadas à atividade econômica: inflação, taxas de juros, produção de bens, consumo, nível de emprego, taxa de câmbio.


Quais as características necessárias para ser economista ?

É preciso habilidade matemática, espírito empreendedor e capacidade de análise e avaliação. E também, deverá ter interesse por questões sociais, organização, objetividade e liderança. Além de conhecimentos de Informática e língua estrangeira.


Características desejáveis :
  • Boa memória;
  • Capacidade de análise;
  • Capacidade de comunicação;
  • Capacidade de convencimento;
  • Capacidade de observação;
  • Curiosidade;
  • Espírito de investigação;
  • Facilidade de expressão;
  • Facilidade para matemática;
  • Gosto pela pesquisa e pelos estudos;
  • Gosto pelo debate;
  • Habilidade para escrever;
  • Habilidade para os negócios;
  • Habilidade para trabalhar em equipe;
  • Interesse em adquirir conhecimento em diversas áreas;
  • Interesse pela leitura;
  • Interesse por finanças;
  • Interesse por temas da atualidade.

Qual a formação necessária para ser economista ?

Para exercer a profissão de economista é necessários curso superior de economia ou ciências econômicas, com duração de quatro anos. O estágio não é obrigatório, mas é altamente recomendável por ser uma forma do novo profissional ter contato com o mercado de trabalho, além de enriquecer o currículo. Conhecimento de inglês e computação são fundamentais. Mestrado, doutorado e outros cursos de especialização proporcionam ao profissional melhores oportunidades na área.


Principais atividades de um economista :

Os economistas podem exercer sua profissão em diversos ramos de atividades:


Nas universidades :
  • Dar aulas nas faculdades de economia, administração, estatística e outras;
  • Conduzir pesquisas e escrever relatórios, muitas vezes voltados para o público leigo;
  • Dar palestras e conferências;
  • Participar de seminários e debates;
  • Orientar teses de pós-graduação.

Na empresa privada :
  • Elaborar orçamentos;
  • Elaborar projetos de empreendimentos, levando em conta os custos - mão-de-obra, energia, transporte, material, equipamentos, impostos, taxas e financiamento - e o potencial de lucro;
  • Estudar a viabilidade econômica das técnicas de produção e dos equipamentos;
  • Estudar formas de aumentar a produtividade dos funcionários;
  • Analisar ofertas de financiamento disponíveis no mercado;
  • Analisar medidas econômicas do governo e seu impacto na empresa;
  • Estudar a organização e a operação das empresas, com o objetivo de fazer seu planejamento administrativo e a programação de suas atividades econômicas;
  • Preparar relatórios e documentos sobre seus estudos e análises.

No mercado financeiro e de capitais :
  • Analisar opções de investimento e rentabilidade de ações, fundos, títulos e outras aplicações;
  • Orientar operadores do mercado de capitais e da bolsa de valores;
  • Pesquisar diversos mercados e políticas econômicas e seus efeitos no mercado financeiro;
  • Pesquisar possíveis formas de aumento de capital da empresa;
  • Criar novos produtos financeiros.

Nos órgãos públicos :
  • Elaborar estudos sobre diversas atividades econômicas do país, como indústria, agricultura, pecuária, mineração e comércio;
  • Planejar investimentos oficiais;
  • Planejar políticas públicas;
  • Propor formas de financiamento das políticas públicas;
  • Elaborar orçamento geral do país, do estado ou do município;
  • Fazer estudos para políticas de formação e fixação de índices e análises de seu possível impacto na economia;
  • Participar da elaboração e análise de pesquisas sobre a evolução da população - renda familiar, emprego, habitação, saúde, educação, divisão por faixas etárias;
  • Propor índices para taxas de juros e impostos, com base em estudos sobre a economia do país e do mundo.

Nas companhias de seguros e de previdência privada :
  • Elaborar modelos de seguros diversos e de pecúlios, pensões e aposentadorias, com base em cálculos atuariais, levando em conta os riscos e a rentabilidade para a companhia.

Áreas de atuação e especialidades :
  • Comércio Internacional - planejamento da estratégia de transações comerciais entre empresas de diferentes países; estudo das oportunidades de exportação e importação e das tendências dos mercados nacional e internacional.
  • Economia Agroindustrial - Análise e planejamento das atividades produtivas de empresas agropecuárias e suas relações com outros setores da economia.
  • Economia Urbana - Estudo de soluções para os problemas das cidades levando em consideração as necessidades e o perfil da população.
  • Finanças Públicas - Definição das políticas econômicas de um país, estado ou município. Busca o equilíbrio entre a receita e a despesa visando a previsão dos efeitos sociais de medidas econômicas.
  • Recursos Humanos e do Trabalho - Análise dos diferentes aspectos do mercado de trabalho incluindo dados como taxa de desemprego, massa salarial. É também responsável pela elaboração de planos de cargo e de salário em empresas privadas.
  • Sistema Financeiro - Elaborar e analisar a viabilidade de projetos e de créditos de uma firma. Pode atuar nos setores de planejamento e controle financeiro de empresas, bancos e outras instituições.
  • Tecnologia e Desenvolvimento - Estudo dos impactos econômicos da introdução de novas tecnologias e produtos no mercado. Faz também estudos sobre projetos industriais e urbanos levando em consideração a questão do meio ambiente.
  • Ensino - Lecionar em universidades, participar de seminários e orientar teses de pós graduação.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho para os economistas é muito competitivo para o setor público e privado. O economista, que pesquisa a produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços, torna-se mais importante quando a economia do país está em expansão e as possibilidades de produção e investimentos se ampliam. O mercado financeiro, que se expandiu muito na época da inflação alta, vem enxugando seus quadros significativamente. O setor bancário passa por uma reformulação, com fusões e vendas de instituições para bancos estrangeiros. Para os jovens bem qualificados, há oportunidades em alguns setores que estão crescendo: empresas de seguros e previdência privada, setor de transportes, de energia e de telecomunicações.


Curiosidades - História :
  • A economia é a ciência que estuda as leis que regulamentam o sistema econômico e existe desde os primórdios da sociedade. Os gregos da Antiguidade, os escolásticos da Idade Média e os fisiocratas franceses do século XVIII foram responsáveis por muitas teorias ainda vigentes. Entretanto, a economia, como ciência, teve início com o lançamento do livro "Investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações " ou só "A riqueza das nações", como ficou conhecido, do inglês Adam Smith,em 1776, inaugurando assim a Escola de Economia Política Inglesa.
  • A partir de então surgiram muitos outros pensadores como Davi Ricardo, Thomas Robert Malthus e John Stuart Mill, que formularam novas teorias econômicas importantes. A escola clássica terminou com a publicação de "O Capital" de Karl Marx, que foi considerado o último economista dessa fase.
  • No final do século XIX, William Jeyons, Anton Menger e Leon Walras desenvolveram uma teoria que se contrapunha à idéia do valor do trabalho de Smith e Ricardo, que dizia que o valor estava na utilidade marginal.
  • Os "marginalistas", como ficaram conhecidos, se dividiram em três escolas de pensamento:a austríaca, que pregava a utilidade como determinante do valor dos bens; a inglesa, que conciliava as novas idéias com as clássicas; e a francesa, que estudava o sistema econômico em termos matemáticos. Esses pensamentos foram se fundindo até a quebra da Bolsas de Nova Iorque, em 1929, quando foi criada a primeira escola neoclássica, que teve como grande seguidor John Keynes. A importância do pensamento econômico foi crescendo com a conscientização das pessoas comuns da necessidade do desenvolvimento essa ciência, sobretudo a partir da segunda metade do século XX.
  • Hoje, de acordo com estimativas, existem aproximadamente 70 mil economistas no Brasil.

* Fonte: Site - http://www.brasilprofissoes.com.br/


Carlos Magaldi
“Um cara comum, assim como você !!!”

sábado, 1 de novembro de 2008

Os 10 Princípios da Economia !!!


A economia é a ciência que estuda a administração de recursos escassos. A qual é composta por 10 (dez) princípios básicos, sendo eles:


01. Toda escolha gera um conflito – Chamados na economia de Tradeoffs, as escolhas que tomamos a respeito do que vamos consumir ou ofertar sempre irão gerar um conflito de custo x benefício em relação ao outro bem que poderíamos estar consumindo ou ofertando naquele momento no mercado.


02. Tudo tem um custo – Tudo aquilo que consumimos ou ofertamos possui um custo, mesmo que você receba algo de graça terá que destinar o seu tempo ao consumo desse bem, tempo esse que poderia utilizar fazendo outra coisa qualquer, dessa forma o custo do bem recebido será o tempo que você gasta para consumi-lo. Veja que o mesmo ocorre para a oferta. Digamos que você venda as frutas que caêm da árvore do seu quintal, as quais “aparentemente” não lhe geraram custo algum, o tempo que destinar a essa atividade, poderia ser usado em outra, talvez até mais lucrativa, de forma que o tempo gasto em vender as suas frutas, torna-se o custo das mesmas.


03. Considerar a margem é fundamental – A margem faz referência aos extremos possíveis de uma ação qualquer, portanto considerá-las é fundamental, visto que quando não pudermos, ou não for viável, alterar o processo, podemos ao menos, obter, melhores ou piores, resultados finais, por meio de mudanças marginais.


04. Incentivos influenciam escolhas – Toda escolha requer uma análise de custo x benefício, de forma a se obter a “melhor” opção. No entanto, essa análise pode ser influenciada por incentivos, o consumidor sempre irá buscar obter o maior benefício pelo menor custo, o que nem sempre será possível, mas os incentivos gerados sobre um determinado produto podem afetar a sua escolha, Como exemplo: O aumento no preço da gasolina é um incentivo para que um maior número de pessoas passem a utilizar o transporte público, ao invés de seus veículos particulares. Assim como, uma forte campanha publicitária, que ressalte os benefícios de um novo modelo de automóvel, representa um forte incentivo para que um maior número de pessoas venham adquirir o mesmo, muitas vezes independente da existência de modelos automobilísticos com preços mais acessíveis no mercado.


05. A concorrência comercial beneficia a todos – O fato de existirem vários comerciantes no mercado é um fator benéfico para toda economia, pois permite a oferta e o consumo dos mais variados bens e serviços, gerando um crescimento de entidades e práticas geradoras de renda, promovendo uma maior possibilidade da criação de novas fontes de riqueza. Mesmo na concorrência de um mesmo bem ou serviço, existe o benefício de não centralizar nas mãos de um único fornecedor a prática de uma determinada atividade econômica, bem como, a consolidação de características singulares a cada marca, as quais, mesmo sendo sutis, também constituem incentivos para a escolha do consumidor. Por exemplo: Tanto a Coca-Cola quanto a Pepsi-Cola, são refrigerantes derivados da noz-de-cola (café-do-sudão), porém ambas possuem uma sutil, porém perceptível, diferença em seus sabores, o que faz a Coca-Cola agradar a alguns e a Pepsi-Cola agradar a outros, mostrando que sim, há mercado para todos desde que exista um diferencial no produto ofertado.


06. A economia é descentralizada, atua sob a forma de vários mercados – Na economia não existe um tomador de decisões principal, um gestor central ao qual se atribui a execução das ações do mercado. Primeiramente devido à amplitude da mesma, a qual atua sob a forma de vários mercados e em todas as áreas do conhecimento humano, também e principalmente devido ao fato dos rumos da economia estarem baseados no relacionamento existente entre empresas e famílias em todo o mundo, onde as empresas ofertam bens e serviços e consomem “mão-de-obra” especializa, enquanto as famílias consomem os bens e serviços gerados pelas empresas e ofertam “mão-de-obra” especializada as mesmas. Há quem acredite que o estado possui o poder de atuar como o gestor principal da economia de um país, mas na verdade, o poder deste se restringe a gerar incentivos que direcionem o andamento de sua economia, os quais, nem sempre podem alcançar o resultado esperado, devido a inúmeros fatores e variáveis que influenciam esta ciência, mas estão fora do poder do estado, por exemplo: Por mais que o estado gere incentivos e subsídios para produção agrícola não pode impedir desastres naturais como geadas, secas, furacões e tempestades que venham a comprometer a mesma, assim como, por mais que o estado fomente a exportação de um determinado produto, nada adiantará se um outro país puder fornecer o mesmo em melhor qualidade e preço ao mercado internacional.


07. A atuação do estado na economia é necessária – O estado não possui o poder de gestor central na economia, pois a mesma atua sob a forma de mercados distintos, porém inter-relacionais em suas atuações. No entanto o papel do estado é fundamental para a consolidação da atividade econômica, pois será o estado, quem ira determinar as regras e garantir os direitos das entidades atuantes no mercado, como as empresas e as famílias. Em resumo, o estado irá garantir, ou ao menos tentar, que quem comprou receba o produto comercializado, assim como, quem vendeu receba o valor de tal produto.


08. A capacidade de produção de bens e serviços define o padrão de vida de um país – A capacidade de produção de bens e serviços de um país se reflete em seu nível de desenvolvimento, pois quanto maior o seu “leque” de produção, maior a quantidade de mercados em que ele esta qualificado a atuar; maior a sua quantidade de fontes geradoras de riqueza; maior a arrecadação pública de recursos; maior a captação de mão-de-obra; maior a população economicamente ativa; maior a renda per-capita; maior o consumo interno e melhor qualidade de vida de seus cidadãos. Além do que uma economia diversificada, mesmo tendo seus mercados interligados, se torna mais sólida e resistente, frente a possíveis crises de mercado.


09. A emissão de moeda em excesso gera inflação – Pode parecer estranho, mas quanto maior a quantidade de moeda em circulação em um país, maior a inflação incidente nesse. O que ocorre devido à perda de valor da moeda gerada pela sua grande disponibilidade no mercado.


10. A inflação em curto prazo reduz o desemprego – No final dos anos 50 o economista neozelandês A. W. Philips, escreveu o artigo empírico denominado “The relationship between unemployment and the rate of change of money wages in the United Kingdom” (Em Português: A relação entre o desemprego e a taxa de variação dos salários nominais no Reino Unido). Tal artigo levou a análises mais profundas e a posterior constatação de que a pesquisa de Philips sobre o Reino Unido refletia uma realidade mundial de relações entre inflação e desemprego. Demonstrando que em curto prazo o aumento da inflação reduz o desemprego.


*Fonte: Texto baseado nos conhecimentos extraídos da obra “Introdução a Economia” (N. Gregory Mankiw)



Carlos Magaldi

“Um cara comum, assim como você !!!”

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Resumo de Inglês

Objetivo: Este post possui a finalidade de fornecer uma introdução básica sobre a língua inglesa, matéria a qual, se tornou fundamental em nossas vidas, pelo fato da economia e cultura americana possuir uma enorme influência em todo o mundo, e principalmente em nosso país (Brasil), onde saber inglês deixou de ser uma opção e se tornou uma obrigação, não somente a nível profissional ou cultural, mas sim praticamente em todos os ramos de nossa sociedade, onde palavras, termos, frases ou mesmo costumes estrangeiros penetram, destroem e substituem os seus correspondentes nacionais, nos levando a perder, em processo acelerado, a nossa identidade em nível de povo, língua e nação.


Porém nem todo o processo é prejudicial, aprender novas línguas e costumes é algo que com certeza enriquece a nossa cultura, o que não é bacana é impor e acatar a adoção de novas línguas e costumes estrangeiros a um povo, como se esses fossem superiores e melhores aos usuais de uma nação.


Cada cultura possui suas próprias características, as quais deveriam ser apenas analisadas em suas diferenças e contrastes, sem julgamentos comparativos de certo ou errado, melhor ou pior. Existe espaço no mundo para todas as culturas e cabe a nós respeitar a existência de cada uma delas. Bom, deixando de lado a crítica, vamos a alguns conceitos básicos sobre a língua inglesa, a qual é de fundamental importância para a vida em nossa nação. O que apesar de ser uma verdade, não deixa de ser uma ironia.



01. Pronomes Pessoais (Personal Pronouns):

a)
.
 Eu = I

b)
. Você = You

c)
. Ele = He

d)
. Ela = She

e)
. Nos = We

f)
. Vocês = You

g)
. Eles = They

h)
. Elas = They


02. Perguntas (Questions):

a)
.
 O Quê ? = What ?

b). Quem ? = Who ?

c). Quando ? = When ?

d). Onde ? = Where ?

e). Por Quê ? = Why ?

* Porque (Pois) = Because (Usado em sentido de respostas) !!!


03. Pronomes Possessivos (Possessive Pronouns):

a)
.
 Meu \ Minha \ Meus \ Minhas = My

b)
. Seu \ Sua \ Seus \ Suas = Your

c)
. Dele = His

d)
. Dela = Her

e)
. Deles \ Delas = Them

d)
. Nosso \ Nossas \ Nossos \ Nossas = Our


04. Pronomes Demonstrativos (Demonstrative Pronouns):

a)
.
 Aqui = Here

b)
. Ali \ Lá = There

c)
. Esse \ Essa \ Isso \ Aquele \ Aquela \ Aquilo = That (Usado Para Indicar Algo Distante do Locutor no Singular)

d)
. Esses \ Essas \ Aqueles \ Aquelas = Those (Usado Para Indicar Algo Distante do Locutor no Plural)

e)
. Este \ Esta \ Isto = This (Usado Para Indicar Algo Próximo ao Locutor no Singular)

d)
. Estes \ Estas = These (Usado Para Indicar Algo Próximo ao Locutor no Plural)


05. Direções (Directions):

a)
.
 Siga em Frente = Go On

b)
. Volte Atrás \ Retorne = Go Back \ Return

c)
. Vire a Direita = Turn Right

d)
. 
Vire a Esquerda = Turn Left

e). Desça = Go Down

f). Suba = Climb \ Up \ Go Up

g). 
Saia = Exit \ Go Out

h)
. Entre = Enter

i)
. Atravesse = Cross

j)
. Pare = Stop

k)
. Dentro = Inside

l)
. Fora = Outside

m)
. Em Cima = Up

n)
. Em Baixo = Down

o)
. Entre (No Meio) = Between


06. Interações (Interactions):

a)
.
 
Pegue \ Tome = Get \ Take

b). Me Dê = Give Me

c). 
Obrigado = Thank You \ Thank´s

d)
. Me Desculpe = I´m Sorry

e). Com Licença = Excuse Me

f)
. Adeus \ Te Vejo Depois = Goodbye \ See You Later

g)
. Por Favor = Please

h). Olá \ Oi = Hello \ Hi

i)
. Bom Dia = Good Morning

j)
. Boa Tarde = Good Afternoom

k)
. Boa Noite = Good Evening (Ao Chegar) \ Good Night (Ao Sair)


07. Forma Negativa (Negative Form):

a)
.
 Eu Posso Dançar \ Eu Não Posso Dançar = I Can Dance \ I Don´t Can Dance

b)
. Eu Quero Beber \ Eu Não Quero Beber = I Want Drinking \ I Don´t Want Drinking

c)
. Eu Vou Estudar Agora \ Eu Não Vou Estudar Agora = I Go Study Now \ I Don´t Go Study Now


08. Forma Interrogativa (Interrogative Form):

a)
.
 Eu Sei Matemática \ Você Sabe Matemática ? 
= I Know The Mathematics \ Do You Know The Mathematics?

b). 
Eu Posso Dançar \ Você Pode Dançar ? = I Can Dance \ Do You Can Dance ?

c). Eu Quero Comer \ Você Quer Comer ? = I Want Eat \ Do You Want Eat ?



Obs.: Em Breve Novos Textos Sobre a Língua Inglesa.

 

Carlos Magaldi
"Um cara comum, assim como você !!!"

domingo, 7 de setembro de 2008

Resumo de Matemática Financeira


Objetivo: Este post possui a finalidade de fornecer o básico conceitual sobre a matéria de matemática financeira, a qual possui demasiada importância, não apenas para a prática de operações financeiras empresariais e comerciais, mas também no cotidiano de cada indivíduo, onde se torna cada vez mais usual, comum e necessário os termos e práticas dela originados.

Matemática Financeira – Conceitos Básicos

JUROS SIMPLES – É o processo pelo qual os rendimentos obtidos no período são calculados apenas sobre o valor do Capital Inicial, desconsiderando os rendimentos acumulados em períodos anteriores.

JUROS COMPOSTOS – É o processo pelo qual os rendimentos obtidos no período são calculados sobre a soma do valor do Capital Inicial e os rendimentos obtidos em períodos anteriores, não levando em consideração apenas o Capital Inicial, como faz o processo de Juros Simples.

CAPITAL INICIAL ( PV ) – É o valor inicial aplicado ou tomado como empréstimo, referente ao valor da Data Zero do Fluxo de Caixa, sendo também conhecido como Valor Presente ou Valor Principal ( PV = Present Value ).

Fórmulas:

1. Juros Simples: PV = FV – i

2. Juros Compostos: PV = FV / ( 1 + i ) ^ n

3. Calculadora HP12c:

f + REG ( Limpa a Memória de Registros )

f + FIN ( Limpa a Memória Financeira )

f + 2 ( Determina o Uso de 2 casas decimais )


[valor_montante] + CHS + FV ( Informa o Valor do Montante )

[taxa_juros] + i ( Informa a Taxa de Juros no Período )

[número_períodos] + n ( Informa a Quant. de Períodos da Aplic.)


PV ( Retorna o Valor do Capital Inicial Aplicado )


Obs.: Na calculadora financeira HP12c, o resultado obtido será referente ao procedimento de Juros Compostos.


JUROS ( J ) – É o rendimento obtido, em valores monetários, sobre o valor do Capital Inicial em um determinado Período.


Fórmulas:

1. Juros Simples: 
J = PV * i * n


2. Juros Compostos: J = P * [ ( ( 1 + i ) ^ n ) – 1 ]


3. Calculadora HP12c:

 

f + REG ( Limpa a Memória de Registros )

f + FIN ( Limpa a Memória Financeira )

f + 2 ( Determina o Uso de 2 casas decimais )

[capital_inicial] + CHS + PV ( Informa o Valor do Capital Inicial )

[taxa_juros] + i ( Informa a Taxa de Juros no Período )

[número_períodos] + n ( Informa a Quant. de Períodos da Aplic.)


FV ( Retorna o Valor do Montante obtido )

ENTER + [capital_inicial] + [ - ] ( Subtrai o Cap. Inic. do Mont. )

--> Obtendo: O Total de Juros obtido no período.


ENTER + [número_períodos]
 + [ ÷ ] ( Divide o Juros pelo Período )

--> Obtendo: O Valor do Juros por período.


Obs.: Na calculadora financeira HP12c, o resultado obtido será referente ao procedimento de Juros Compostos.


TAXA DE JUROS ( i ) – É a taxa de rendimento, em valores percentuais, estipulada ou obtida sobre o Capital Inicial em um determinado Período ( i = Interest ).


Fórmulas:

1. Juros Simples: i = ( FV – PV ) / ( PV * n )


2. Juros Compostos: i = [ ( FV / PV ) ^ ( 1 / n ) ] – 1


3. Calculadora HP12c:

 

f + REG ( Limpa a Memória de Registros )

f + FIN ( Limpa a Memória Financeira )

f + 2 ( Determina o Uso de 2 casas decimais )


[capital_inicial] + CHS + PV ( Informa o Valor do Capital Inicial )

[valor_montante] + FV ( Informa o Valor do Montante )

[número_períodos] + n ( Informa a Quant. de Períodos da Aplic.)


i ( Retorna a Taxa de Juros no Período )

 

TAXAS EQUIVALENTES – São taxas de valores percentuais diferentes, mas que aplicadas ao mesmo Capital Inicial por um mesmo Período, geram um mesmo resultado de Montante.

Por exemplo, para um ano de 365 dias temos:


10% ao ano ( a.a. ) = 5% ao semestre ( Pois 1 Ano possui 2 semestres )

10% ao ano ( a.a. ) = 0,8333% ao mês ( Pois 1 Ano possui 12 meses )

10% ao ano ( a.a. ) = 0,2083% a semana ( Pois 1 Ano possui 48 semanas )

10% ao ano ( a.a. ) = 0,0274% ao dia ( Pois 1 Ano possui 365 dias )

10% ao ano ( a.a. ) = 0,0011% a hora ( Pois 1 Ano possui 8760 horas )


PERÍODO ( n ) – É o tempo em que o Capital Inicial fica investido ou emprestado, sob uma taxa de juros pré-determinada ou variável, gerando rendimentos que serão atribuídos ou descontados a este valor Investido.


Fórmulas:

1. Juros Simples: n = ( FV – PV ) / ( PV * i )


2. Juros Compostos: n = ( Log( FV ) – Log( PV ) ) / Log( (1 + i ) )

 

3. Calculadora HP12c:

 

f + REG ( Limpa a Memória de Registros )

f + FIN ( Limpa a Memória Financeira )

f + 2 ( Determina o Uso de 2 casas decimais )


[capital_inicial] + CHS + PV ( Informa o Valor do Capital Inicial )

[valor_montante] + FV ( Informa o Valor do Montante )

[taxa_juros] + i ( Informa a Taxa de Juros no Período )


n ( Retorna a Quant. de Períodos da Aplic., Sob a Taxa de Juros Contratada )


MONTANTE ( FV ) – É o valor futuro do investimento ou empréstimo realizado, o qual será obtido pela soma do Capital Inicial com os Juros obtidos em um determinado período, sendo também conhecido como Valor do Futuro ( FV = Future Value ).


Fórmulas:

1. Juros Simples: FV = PV * ( 1 + ( i * n ) )


2. Juros Compostos: FV = PV * ( ( 1 + i ) ^ n )


3. Calculadora HP12c:

 

f + REG ( Limpa a Memória de Registros )

f + FIN ( Limpa a Memória Financeira )

f + 2 ( Determina o Uso de 2 casas decimais )


[capital_inicial] + CHS + PV ( Informa o Valor do Capital Inicial )

[taxa_juros] + i ( Informa a Taxa de Juros no Período )

[número_períodos] + n ( Informa a Quant. de Períodos da Aplic.)

FV ( Retorna o Valor do Montante )


DESCONTO ( D ) – É quantia que será abatida do valor nominal de um título (valor estabelecido no título a ser pago no dia do vencimento), devido a realização do pagamento do mesmo em data anterior a data de vencimento.


Fórmulas:

1. Juros Simples:

 

D = FV * d * n (Onde: “d” é a taxa de desconto )


P = FV – D (Onde: “P” é o valor a ser pago com desconto )


2. Juros Compostos:

 

D = FV [ 1 – ( 1 / ( ( 1 + i ) ^ n ) ) ]

P = FV / ( ( 1 + i ) ^ n )


FLUXO DE CAIXA – É o registro de movimentação financeira, que agrega todos os recebimentos e pagamentos de valores realizados no período. Tal movimentação, pode ser representada pelo DFC – Diagrama de Fluxo de Caixa, o qual consiste basicamente em uma linha horizontal, a qual representa o período analisado, de onde partem setas verticais para cima, representando as entradas no período, e para baixo representando as saídas no período, como exemplifica o diagrama abaixo:




CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:


ANO CIVIL – É o ano do calendário, com 365 dias para anos normais e 366 dias para anos bissextos, contendo meses de 28, 30 e 31 dias, ou ainda, o mês de Fevereiro com 29 dias para anos bissextos.


ANO COMERCIAL – Convenciona-se como um ano de 360 dias, onde cada mês possui sempre 30 dias, sua aplicação é freqüentemente utilizada em operações financeiras.

 


Carlos Magaldi

"Um cara comum, assim como você"

Resumo de Contabilidade !!!

...

OBJETIVO: Este post possui a finalidade de fornecer o básico conceitual sobre a matéria de contabilidade, a qual possui demasiada importância, não apenas para a prática de registros financeiros empresariais e comerciais, mas também no cotidiano de cada indivíduo, onde se torna cada vez mais usual, comum e necessário os termos e práticas dela originados.


01. CONTABILIDADE

É a ciência que determina às técnicas e normas utilizadas na analise e controle do patrimônio de pessoas físicas (seres humanos) ou jurídicas (empresas).


02. PATRIMÔNIO

É o conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma pessoa física (ser humano) ou pessoa jurídica (empresas).

Onde:

Bens - É tudo aquilo que possui valor econômico e pode ser convertido em dinheiro, sendo utilizado na realização do objetivo principal de seu proprietário. Os bens podem ser classificados como:

a). Bens Tangíveis - Que seriam objetos concretos, palpáveis, físicos. Como: Veículos; Terrenos e Casas.

b). Bens Intangíveis - Que seriam propriedades incorpóreas, abstratas. Como: Marcas, Patentes e Concessões.

Direitos - São todos os valores a receber, pertencentes a uma empresa ou pessoa física. Como: Bens Vendidos a Prazo.

Obrigações - São todos os valores a pagar, pertencentes a uma empresa ou pessoa física. Como: Dívidas com Fornecedores (Referentes à Compra de Mercadorias); Dividas com Funcionários (Referentes a Salários e Processos Trabalhistas); Impostos Governamentais; Contas de Água, Luz, Gás e etc; Dividas Contraídas com Bancos e Demais Entidades Financeiras.

Obs.: Em resumo, a soma dessas três categorias constitui o patrimônio pertencente a uma empresa ou pessoa física.


03. CAPITAL SOCIAL

Também conhecido como Capital Inicial, constitui o valor do investimento realizado pelo(s) integrante(s) de uma sociedade em uma atividade industrial, comercial ou prestadora de serviços que tenha por objetivo a obtenção de lucro.


04. ATIVO

É o conjunto de Bens e Direitos de uma empresa. O qual pode ser classificado como:

Ativo Circulante - São os Bens e Direitos que podem ser transformados em dinheiro (liquidados) a curto prazo (cerca de 1 ano). Como: Estoque de Mercadorias para Vendas e Duplicatas a Receber de Clientes. ( Obs.: O Ativo Circulante é também conhecido como: Capital de Giro. )

Ativo Realizável à Longo Prazo - São os Bens e Direitos que só poderão ser transformados em dinheiro (liquidados) a longo prazo (superior a 1 ano). Como: A venda de um bem ou produto de forma parcelada em um prazo superior a 1 ano. (Obs.: Neste exemplo, só serão incluídos no Ativo Realizável à Longo Prazo as parcelas com vencimento em datas superiores ao ano corrente. Aquelas que porventura vencerem no ano em exercício devem ser registradas no Ativo Circulante, pois na verdade, trata-se de Bens e Direitos realizados a curto prazo (cerca de 1 ano) ).

Ativo Permanente - São os Bens e Direitos que não se destinam à venda, mas sim as atividades de produção e obtenção de renda de uma empresa ou pessoa física. Os quais podem ser classificados como:

a). Investimentos - São Bens e Direitos destinados a promover o aumento do patrimônio com atividades diferentes da realizada pela empresa que os possui.

(Como: Aplicações financeiras em fundos, ações de outras empresas e imóveis.)


b). Imobilizado - São Bens e Direitos destinados à manutenção da atividade principal da empresa.

(Como: Máquinas usadas na produção; Móveis e Equipamentos utilizados nos seus escritórios; Os imóveis que utiliza como suas instalações e etc.)


c). Diferido - São Bens e Direitos destinados a promover o benefício da empresa por longo tempo.

(Como: Valores Investidos na Abertura da Firma, em Propaganda, Treinamento de Funcionários, Reorganização e Reestruturação da Empresa.)


Obs.: São exatamente os Bens classificados como Ativos Permanentes, que irão sofrer o desgaste causado pelo seu uso e ação do tempo. Tal desgaste tende a reduzir o valor desses ativos, sendo essa redução registrada nas contas de:


1. Depreciação - Quando o Bem físico sofrer perda de valor causada por: desgaste, perda de utilidade, uso, tempo, ação da natureza ou por se tornar obsoleto.

2. Amortização - Quando o Direito de uso, Bem imaterial ou investimento adquirido contratualmente, sofre perda de valor.

3. Exaustão - Quando um Bem proveniente de um Direito de exploração, sofre perda de valor econômico ou se torna escasso. Geralmente trata-se de Bens e Direitos provenientes de extração mineral ou vegetal.


Na seqüência temos um quadro com os valores percentuais para depreciação anual de cada tipo de Bem, algumas determinadas por atos normativos, outras pela jurisprudência administrativa.

Convenciona-se que ao longo de cada ano a empresa realize aplicações financeiras proporcionais aos valores depreciados de seus bens, de forma que tenham condições de adquirir um novo bem equivalente, quando aquele que possui alcançar o fim de sua vida útil, obtendo sua depreciação total. Outra alternativa, é a de realizar uma avaliação técnica do bem, estipulando seu atual valor de mercado, quando este alcançar o fim de sua vida útil, mas ainda possuir condições de uso, adotando este novo valor para o determinado bem e aplicando as taxas de depreciação anual usuais sobre tal valor.

Em resumo, o conjunto de todos os tipos de Bens e Direitos de uma empresa, constituem o seu Ativo.


05. PASSIVO

É o conjunto de todas as Obrigações de uma empresa em relação a terceiros.

(Como:</